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A ameaça da hipertensão
(Site internet; composto pelo próprio)

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Até 2025 o mundo terá 1,5 bilhão de pessoas com pressão arterial alta, principal causa de infartes e derrames fatais. Mas novos remédios e formas de tratamento podem reduzir seu impacto sobre o organismo Uma doença silenciosa e mortal ameaça o mundo. A vilã é a hipertensão, a popular pressão alta. Principal causa de infartes e acidente vascular cerebral fatais, a enfermidade acomete cerca de um bilhão de pessoas no planeta - 30 milhões no Brasil. Mas o cenário está tomando um contorno ainda mais dramático. Estatísticas das sociedades europeias de Cardiologia e de Hipertensão indicam que até 2025 o mundo terá 1,5 bilhão de hipertensos. A principal conclusão do estudo, publicado na última edição da revista The Lancet - uma das mais conceituadas da ciência -, é a de que a hipertensão está fora de controle.Outros dados confirmam essa sombria previsão. Estudos feitos na Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, indicam que nesse momento está se formando no mundo uma nova geração de hipertensos. De acordo com as pesquisas, só nos EUA já existem cerca de dois milhões de crianças portadoras da doença. No Brasil não há dados oficiais, mas estima-se que pelo menos 5% das crianças e adolescentes sejam hipertensas. Para piorar, milhares nem sequer sabem de sua condição. Nos EUA, por exemplo, apenas um em cada quatro adolescentes é diagnosticado. "Ainda prevalece o conceito de que pressão alta é doença de adulto. Por isso a vigilância é falha", afirma o médico Jorge Afiune, do Departamento de Cardiologia da Sociedade Brasileira de Pediatria.De fato, os erros na identificação de casos quando se trata de crianças são mais frequentes do que se imagina. A estudante Maria Cláudia Ribeiro da Silva, 14 anos, hoje sofre as consequências de um atendimento mal feito. Quando bébé, ela teve sucessivas crises de infecção urinária, não reconhecidas e tratadas como tal. "O médico dizia que era virose", conta a mãe, Maria Elisa Ribeiro. O problema é que as infecções podem resultar na doença. "Se forem frequentes, elas lesam estruturas importantes dos rins, órgão importante para o equilíbrio da pressão arterial, levando à hipertensão", explica a pediatra Érica Furusawa, do Hospital das Clínicas de São Paulo. O estudante carioca Igor Ferreira da Silva, 18 anos, só descobriu que era hipertenso há dois anos, quando fez exames para começar a praticar actividade física. "Sentia cansaço e pouca disposição. Mas não sabia que eram sinais da hipertensão", conta.As razões do crescimento da doença são conhecidas. Há uma predisposição genética importante, mas males típicos da modernidade como a obesidade, o sedentarismo, o tabagismo e mais recentemente o stress contribuem para o avanço da hipertensão porque, a seu modo, cada um desses factores influencia no desenvolvimento da enfermidade. Os cientistas também destacam outra causa: o desconhecimento. Dados de uma pesquisa da Sociedade Brasileira de Cardiologia mostraram que apenas quatro de cada dez entrevistados responderam correctamente quais os limites aceitáveis de pressão.A explosão da doença em escala global é um desastre. Caracterizada pelo aumento da tensão das paredes das artérias sobre o conteúdo de sangue em seu interior, a doença tem impactos devastadores sobre órgãos vitais do organismo: coração, cérebro e rins. Também já se sabe que ela está associada à diabete, outro grande problema de saúde pública. Para se ter uma ideia de seu efeito sobre essa doença, basta ver o resultado de um estudo divulgado há duas semanas, realizado com 11 mil pessoas, em 20 países, inclusive o Brasil. O trabalho mostrou que a redução da pressão arterial diminui em 18% a mortalidade entre diabéticos. Dados como esse estão obrigando os cientistas a buscar soluções urgentes, tanto para diagnóstico quanto para tratamento. Há avanços neste sentido. Na Universidade Federal de São Paulo, por exemplo, pesquisadores identificaram uma proteína que pode ser um marcador biológico da pressão alta (ela aparece em maior quantidade nos casos em que a enfermidade irá ou já está se desenvolvendo). "Desenvolvemos um kit que poderá ser usado para diagnóstico precoce da doença", afirma Dulce Elena Casarini, coordenadora da pesquisa. O teste deverá chegar no mercado dentro de dois anos.Na área de medicamentos, há progressos também. Uma nova droga, o Diovan Amlo Fix, combina duas substâncias anti-hipertensivas em um único comprimido, o que facilita o tratamento. A associação de compostos activos, aliás, é uma forte aposta da medicina contra a hipertensão. No caso do estudo feito com os diabéticos, por exemplo, eles foram tratados com duas substâncias (perindopril, um vasodilatador, e indapamida, um diurético). "Uma polipílula poderá ser administrada nesses pacientes de forma preventiva. As evidências mostraram que a estratégia é eficaz", diz o médico Maurício Wajngarten, chefe da unidade de cardiologia do Instituto do Coração, em São Paulo. No Hospital do Coração, também na capital paulista, está para ser iniciado um estudo com um medicamento com quatro substâncias. "Testaremos a eficácia dessa superpílula para tratar pacientes com risco moderado para doenças cardiovasculares", explica Otávio Berwanger, director do instituto de pesquisa da instituição. Outra novidade é o remédio Rasilez, que apresenta mecanismo de acção diferente dos medicamentos convencionais. Há mais uma opção a ser lançada. Trata-se do Mircera, da companhia Roche, indicado para tratar não a hipertensão directamente, mas uma possível consequência: a anemia causada por complicações renais.



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