Extra
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Argueiro nos olhos dos outros é colírio nos meus, diz o ditado popular com muito acerto.
No jornal EXTRA de 3 de maio de 2008, pág.15, em Decisão da Justiça, publica-se: “Pastor é condenado por agir de má-fé”.
O pastor sentiu-se ofendido com a reportagem do EXTRA, publicada em dezembro, sobre os danos causados por um membro da igreja universal a uma imagem de São Benedito do século XVIII. A juíza assim entendeu sobre o caso ocorrido na Bahia: “A ação não diz respeito ao autor que é do interior fluminense. As alegações de que a reportagem incitava a intolerância religiosa foram feitas de forma genérica e sem provas, razão pela qual se decidiu pela condenação por má-fé”. A juíza condenou o autor da ação a pagar “1% do valor da causa e mais 20% pelas despesas impostas aos réus em razão do deslocamento e do constrangimento de responder a ação manifestamente inconcebível”.
Recentemente outros membros da igreja universal do reino de Deus moveram ação na justiça por se sentirem ofendidos pela palavra “seita” usada por certa jornalista. Os jornais FOLHA DE SÃO PAULO, GLOBO E EXTRA também estão sendo processados por ofensas aos membros dessa mesma igreja. Significa que não aprenderam a lição da juíza Simone Dalila Nacif Lopes ao argumentar por que condenou o pastor que agiu de má-fé querendo se locupletar: “A condenação servirá para o autor se abster de movimentar a máquina do Poder Judiciário com outras lides temerárias, tomando um tempo precioso que deveria estar sendo dedicado à análise e ao julgamento de ações propostas com seriedade”.
É certo que não se deve ofender ninguém e que todos são irmãos, com direito a idéias divergentes, inclusive em assuntos religiosos. Admira, porém, que tanto se sintam ofendidos exatamente aqueles que não perdem uma ocasião de atacar, diretamente e em especial, a igreja católica. Doeu? Também aos católicos dói. Qual é mais ofensivo: dizer que os fiéis da igreja universal do reino de Deus pertencem a uma seita religiosa, ou dizer e escrever que os padres católicos são pedófilos? E este tema é prato feito nos programas da TV Record e da Folha Universal, além de outras ofensas de idêntico calibre. Qualquer assunto, que possa denegrir a igreja católica, algum de seus membros, ou quem a defende, no Brasil ou em qualquer parte do mundo, não só vira notícia em destaque, como passa a ser repetido dia e noite para que ninguém deixe de ter acesso a tal noticiário.
Todo o livro, que verse sobre “boas maneiras”, aconselha os mais novos a respeitar os mais velhos. Até por uma questão de boa educação, merece ser tratada com mais respeito a igreja católica, com seus 2008 anos de existência, sobretudo por aqueles que dela se afastaram em busca do Reino de Deus na terra... Contudo, lembramos aos incautos que o próprio Cristo deixou bem claro: “O meu reino não é deste mundo”. Os celeiros da terra não serão aproveitados na eternidade. Os bens da terra adquirem-se com o “suor do rosto”, e ficam na terra. E a vida terrena passará depressa. ... mais depressa do que é possível ao homem imaginar!
Se não nos bastarem as regras de boas maneiras da Cecília Meireles, lembremo-nos, ao menos, da oração do Pai Nosso, que católicos e evangélicos rezam: “Perdoai-nos as nossas ofensas assim como nós perdoamos a quem nos tem ofendido”.
Tinha toda a razão a juíza ao dizer que a justiça precisa de seu precioso tempo para analisar e julgar apenas as ações propostas com seriedade. Tanto evangélicos, quanto católicos, em vez de recorrerem à justiça dos homens, devem antes seguir o exemplo e as palavras do seu Mestre: “Perdoa-lhes, ó Pai, não sabem o que fazem”... nem o que dizem.
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