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A arte da guerra
(Sun Tzu)

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A adaptação da obra de Sun Tzu "A arte da guerra" por James Clavell em sua 36º edição pela Record editora, traduzido para o português por José Sanz, traz, além do prefácio do adaptador os treze capítulos da obra original. Sun Tzu intentava com a sua obra o ensino de estratégias de combate e táticas de guerra, entretanto, nos últimos tempos, esse livro deixou de ser exclusividade das prateleiras destinadas à estrategistas militares e seus governantes, passando a integrar o acervo bibliográfico de administradores, coma óbvia intenção de instrumentalizá-los para a gestão. Pelo mesmo motivo tornou-se leitura obrigatória para profissionais liberais, entre eles Enfermeiros, Médicos, Advogados. Assim, já no prefácio ressalta a importância do seu conteúdo à esses profissionais além de descrever como foi o seu primeiro contato com a obra de Tzu e a origem desse autor. Oriundo da antiga província de Ch'i, Tzu era súdito do rei de Wu tornando-se general desse monarca após demonstrar grande habilidade como estrategista e comandante de tropas. Sua doutrina foi respeitada após a sua morte por mais duas gerações, tendo o reino de Wu sucumbido após esse período pelo fato dos sucessores terem desprezado os ensinamentos do mestre. Desse modo, sua adaptação para os dias atuais representa elevar este livro a categoria de tratado de guerra mais antigo em uso. O autor expôs a importância da disciplina, planejamento e motivação das tropas, através da arte da argumentação, obtendo sucesso e a obediência dos comandados. A obra nos leva a compreender que a principal batalha a ser travada é interna e a favor de nós mesmos, pois somos o primeiro objeto a ser conhecido na luta pelo auto conhecimento, pois antes de conhecer o inimigo é necessário conhecer os nossos limites, fraquezas e potencialidades como é afirmado no capítulo IV através da afirmação de que a garantia de não sermos derrotados esta em nossas próprias mãos enquanto que a oportunidade de derrotar o inimigo é fornecida pelo próprio inimigo. Para atingir uma meta, assegura que é necessário agir em conjunto, conhecer o ambiente, o obstáculo a ser vencido e os pontos fortes e fracos, tanto próprios como do oponente. Assim, o texto demonstra que se soubermos transformar todos os atos dos adversários em vantagem, conseguindo deles tudo o que desejamos, seremos então considerados vencedores. Porém o autor afirma que a glória somente será completa se a resistência do inimigo for quebrada sem que haja luta. Para que sejamos capazes disso, a obra nos aponta nos treze capítulos um roteiro de avaliação e conduta. É interessante salientar que Tzu preconizava o uso de disciplina rígida em relação aos seus guerreiros, mesclado com um sistema de incentivos e recompensas. Afirmava ser necessário agir rápido à medida que os fatos ocorressem, para que o controle das situações fossem mantidos, além de salientar o valor da tática indireta e da manutenção da harmonia entre o Estado e as tropas. Atribuía muita importância ao líder e aos seus atributos fundamentais, entre os quais a determinação, força de vontade, capacidade de agir com sabedoria e conquistar novos espaços, pois estes fazem a diferença entre ser vitorioso ou vencido na hora da batalha por espaços, tanto geográficos como organizacionais. Ditava cinco erros perigosos que poderiam afetar um general e, portanto, deviam ser evitados ao máximo que consistiam de negligência, covardia, debilidade da honra, temperamento impetuoso e excesso de solicitude com a tropa. Dessa forma percebe-se o quanto as máximas de Tzu são aplicáveis no nosso cotidiano como administradores. Meditar sobre elas poderá nos instrumentalizar para os embates que forem inevitáveis e nos assegura uma forma de não nos expor a conflitos desnecessários. Considera-se portanto o livro uma obra atual apesar de seus mais de dois milênios de história e ainda muito necessário para o exercício da liderança e da administração.



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