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Doença Cardiovascular e a Periodontite
(PERSSON; G.R. e IMFELD; T.)

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Doença cardiovascular e periodontite.

Referência Bibliográfica: PERSSON, G.R. e IMFELD, T. Periodontitis and cardiovascular disease. Ther. Umsch.., vol. 65, n.2, p.121-126, fev, 2008.
A prevalência de periodontite e doença cardiovascular (DCV) é alta. A etiologia mista do biofilme causador da periodontite e a DCV é conhecida mas não completamente estabelecida. Contribuem igualmente para ambas as doenças: cofatores, tabagismo, estresse, etinicidade, genética, fatores socioeconômicos e a idade. O objetivo deste texto é resumir os fatores clinicamente relevantes relacionados com a DCV e a periodontite. A hipótese por trás de uma relação entre as duas condições é fundamentada em (I) compartilhamento etiológico das infecções, (II) compartilhamento das respostas inflamatórias, (III) estudos epidemiológicos e de caso-controle, e (IV) estudos periodontais que demonstram uma melhora nos marcadores da DCV. Espécies estreptocócicas no grupo do S. mitis e do S. anginosus foram identificados na periodontite e são conhecidas como patógenos na endocardite, e provavelmente transportados da cavidade oral para o coração através de uma bacteremia durante as terapias odontológicas e, possivelmente, também pela escovação dentária em caso de doença periodontal instalada.
Por outro lado, outras bactérias encontradas no periodonto como a Porphyromonas gingivalis, Fusobacterium nucleatum e a Parvimonas micra são produtoras de beta-lactamase (largo espectro) e podem contribuir para a resistência aos antibióticos. Outras bactérias na DCV e periodontite incluem a Staphylococcus aureus e a Pseudomonas aeruginosa. A Chlamydia pneumoniae e a Porphyromonas gingivalis compartilham uma mesma homologia da membrana lipopolisacarídea e induzem as HSPs (proteínas do choque térmico)* e uma cascata de citocinas pró-inflamatórias.
As associações entre a periodontite e a DCV já foram demonstradas em muitos estudos com o controle das variáveis associadas. Outros estudos têm demonstrado que as terapias periodontais aumentam o fluxo das artérias braquiais e reduzem os níveis séricos de citocinas inflamatórias. Assim, os médicos comprometidos com o tratamento de indivíduos com risco de DCV deveriam estabelecer contato com os dentistas periodontistas dos pacientes; por outro lado, os dentistas deveriam melhorar o seu conhecimento médico e também entrar em contato com os médicos de seus pacientes quando administrarem tratamento com risco de DCV para eles.
N.T.:
*As HSPs (Heat Shock Proteins) ou proteínas do choque térmico são encontradas em todas as células e são classificadas de acordo com seu peso molecular. Dentre elas se encontram as de 27, 60, 70, 90 e 110 kDa, sendo as mais estudadas no contexto da reprodução as da família 60 e 70. Essas proteínas são ditas como chaperoninas, em razão do seu importante papel no dobramento de outras proteínas celulares sem alterar sua conformação final, e são expressas frente a qualquer tipo de estresse como calor, vírus, bactéria, hormônios, diferenciação celular, etc., e influenciam nas respostas imune inata e adquirida.



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