Domingo DE PÁSCOA
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No famoso calçadão de Copacabana, toda uma fauna urbanóide esquizofrênica reune-se todas as noite: malabarista de semáforos, guardas corruptos, vendedores de cachorro quente, prostitutas, corneados, felizes e infelizes.
Copa, não faz distinção, abraça a todos de igual maneira.
O roteiro impecável, a atuação correta dos atores e uma direção maestra, dão a este curta agilidade e veracidade.
A montagem, é nota 10.
Um médico da zona sul ao chegar cansado em casa, vê sua espôsa numa cena de adultério. Desolado, vai à orla buscando uma profissional do sexo que apazigue as suas dores.
Uma blitz policial, corrupta, amealha uns cobres.
Prostitutas, lancham numa fétida barraca de cachorro quente.
Uma menininha malabarista, busca levar uns 'trocos' prá casa.
Um quarto vagabundo de motel e dois corpos entrelaçados em volúpia.
Nem no alvorecer pode-se ter sossego. Moleques agarram e sacaneam com a linda meretriz.
Finalizando essa pequena história visual, o policial corrupto, também, tem seu lado humano e dá dinheiro para a filha de 'vida fácil'.
O "the end" se dá com a magistral composição de Cartola: "o mundo é um moinho" , talvez, para mostrar que a vida é como um moinho de vento e nunca para de girar, mas, que é chegada a hora de partir, prá onde não importa.
Quem sabe, não sejamos todos, águas de rios e andemos em busca do abraço acalentador do pai/mar? Quem sabe? Afinal, o mundo gira...gira...e é um lindo catavento faiscando arco íris.
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