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Estranhos de Passagem
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Dois estrangeiros partilham um pequeno apartamento em Londres. Okwe, nigeriano, conduz táxis de dia e durante a noite é recepcionista do Hotel Baltic. Senay, uma jovem turca que está na Grã-Bretanha como asilada política, trabalha na limpeza de quartos do mesmo hotel. Okwe não dorme, apenas descansa algumas horas por dia no apartamento de Senay enquanto ela não está (Senay mantém os costumes da sua terra natal: sente que deve defender a sua honra e a sua virgindade e não quer ser vista sózinha com um homem).    Okwe é um homem inteligente, atencioso e carinhoso e a jovem e inocente Senay vai-se apaixonando por ele. Okwe, mais velho, percebe que uma relação entre os dois, na situação em que se encontram num país estrangeiro, só pode trazer problemas e infelicidade à sua amiga, e afasta-a para bem dela, revelando-lhe que passa a maior parte do seu tempo a pensar na sua mulher.  Certa noite, Okwe descobre um coração humano entupindo a sanita do quarto 510. Não participa à polícia porque é um imigrante ilegal e o malvado gerente do hotel, o sr. Juan, a quem menciona o incidente, lembra-lhe que é melhor para um ilegal não ter olhos nem ouvidos. Okwe, que foi médico na Nigéria, fica atento e quando uma noite encontra no gabinete do gerente um etíope gravemente doente depois de uma operação de extracção amadora de um rim,  percebe que Juan trafica em orgãos humanos: o rim valeu ao etíope um passaporte falso para a cidadania britânica. Juan, vendo Okwe tratar o etíope, descobre que Okwe é médico e propõe-lhe ganhar muito dinheiro fazendo ele as operações.Segundo Juan todos sairiam a ganhar: o dador e o receptor do rim, Juan e o próprio Okwe. Mas o honesto Okwe abandona o hotel, indignado.   Senay é vigiada pela polícia de imigração: com o estatuto de refugiada política não está autorizada a trabalhar, e sem trabalhar não pode viver. Perseguida, abandona o hotel e procura refúgio como costureira numa fábrica de têxteis, onde é tratada de forma degradante. O patrão, sabendo-a perseguida, força-a a praticar sexo oral. Senay, violentada, sem dinheiro e sem esperança recorre ao sr. Juan e aceita dar um dos seus rins em troca de virar costas ao pesadelo em que vive. Mas não será fácil. Juan quer mais, quer vê-la completamente nua. Indignada, Senay resiste e ameaço-o com uma garrafa. A resposta do maquiavélico Juan é devastadora: Senay tem que escolher entre a sua honra e o seu passaporte para a tranquilidade. E agora Juan já não se limita a querer vê-la nua: exige possuí-la. Senay, que já não tem mais nada nem ninguém a quem recorrer, cede a Juan e dá-lhe o seu bem mais precioso, a sua virgindade. Antes de sair, Juan remata perguntando-lhe sarcasticamente se sabe que o seu amado Okwe é procurado na Nigéria por ter morto a sua própria mulher. Senay, enrolada na cama, esconde as suas  lágrimas de Juan. Ao procurar Senay em Chinatown, junto de amigos chineses onde lhe havia arranjado dormida, Okwe descobre que ela não está com eles. O seu instinto leva-o a suspeitar que ela se deixou vencer pelo desespero e cedeu à proposta de Juan. Ao entrar de rompante pelo quarto do Hotel Baltic, encontra Senay ainda na cama, chorosa, ensanguentada, devastada. Furioso, procura Juan e ao encontrá-lo faz-lhe uma proposta: quer ser ele a remover o rim de Senay, mas em troca Juan dar-lhes-á um passaporte a cada um. Juan encantado por escapara à cena violenta que antecipara, concorda.   No dia da operação, Okwe prepara detalhadamente a operação, desinfecta o quarto e os instrumentos, já com Senay adormecida e deitada na marquesa. Pede a Juan que o assista na operação e, depois de confirmar que os passaportes falsos que ele lhe entrega estão em ordem, dá-lhe uma cerveja, justificando que sem alcóol Juan não conseguiria controlar o tremor das mãos de alcóolico. A bebida está drogada e quando Juan adormece, Senay deixa de se fingir anestesiada e salta da marquesa, onde é deitado Juan. É o rim de Juan que será extraído e vendido ao receptador na garagem do hotel.   Com passaportes falsos e as dez mil libras recebidas pela venda do rim, dirigem-se ao aeroporto. Okwe pergunta-lhe se Juan lhe falou da sua mulher. Senay recusa contar a verdade, mas Okwe explica-lhe que não matou a mulher, apesar de se sentir responsável pela sua morte: ao recusar-se colaborar com o governo corrupto do seu país, a sua casa foi atacada com bombas incendiárias e a sua mulher não conseguiu escapar a uma morte horrível. Mas não ficam por aqui as revelações: Okwe conta que tem uma filha, sobrevivente do atauqe, que ficou na Nigéria. Uma menina de sete anos que ele adora e não vê há muito tempo. Senay percebe que Okwe não irá com ela para Nova Iorque e sugere o impossível: ir com Okwe para a violenta Nigéria.    Já na porta de embarque para Nova Iorque, Senay despede-se ternamente de Okwe e passa-lhe para a mão a morada da sua amiga italiana na América, com quem vai ficar, antes de se dirigir para o avião. Já separados, num derradeira olhar de despedida, mesmo antes de embarcar, Senay articula sem falar, pela primeira vez, as palavras "Amo-te" a que Okwe responde com uma lágrima a brilhar-lhe nos olhos articulando, também pela primeira vez, "Amo-te".



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