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A /CABANA CAPITULO 6
(William P Young)

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  A CABANA  Capítulo 6
Enquanto tentava estabelecer algum equilíbrio interno, a raiva voltou a surgir. Com raiva, Mack foi até a porta. Decidiu bater com força para ver o que acontecia, mas no momento em que levantou o punho, a se escancarou e diante dele apareceu uma negra enorme e sorridente.
Mack pulou para trás como por instinto, mas foi lento demais. Com uma velocidade surpreendente para o seu tamanho, a mulher atravessou a distância entre os dois e o engolfou nos braços, levantou-o do chão e girando-o como se fosse uma criança pequena. E o tempo todo falava o seu nome, Mackenzie Allen Phillips, com o ardor de que alguém encontrasse um ente querido e amado e que há muito tempo não via.
-Olha só você! Aí está você tão crescido! Eu estava ansiosa em vê-lo de perto cara-a-cara! Minha nossa, como eu amo você!!
Mack ficou sem fala.Ela havia rompido a barreira de todos as convenções em que  Mack havia se escondido. De repente o perfume daquela mulher o envolveu e isso mexeu muito com ele. Era o perfume de sua mãe. O cheiro o fez cambalear. Podia sentir as lágrimas correndo em seu rosto. A mulher percebeu.
- Tudo bem, querido, pode deixar que elas saiam... Sei que você foi magoado e está com raiva e confuso. Então deixe que isso aflore em você. Tem águas que curam...
Mack não podia impedir que suas lágrimas saíssem, mas não estava preparado para soltar nenhuma. Reuniu todas as suas forças, para não cair em suas emoções. Enquanto isso, aquela mulher ficou de braços estendidos como se fossem de sua mãe.
- Não está pronto? Tudo bem, vamos então fazer as coisas no seu devido tempo. Vamos entrar...
A negra enorme pegou o seu casaco e ele entrou, e nesse momento apareceu uma mulher asiática. Ela era pequena e surgiu atrás da negra.
- Deixe-me pegar isso – cantarolou ela – e Mack percebeu que ela não estava falando do casaco.
Mack enrijeceu ao sentir algo que passava suavemente em sua face. Sem se mexer, viu que a mulher estava usando um frágil frasco de cristal e um pequeno pincel e que gentilmente removia algo de seu rosto.
Antes que ele pudesse perguntar ela sorriu e sussurrou:
- Mackenzie, todos temos coisas que valorizamos a ponto de colecionar, não é? – Eu coleciono lágrimas.
Mack percebeu que tinha problemas em focalizar, pois ela parecia  tremeluzir na luz e seus cabelos voavam em todas as direções, apesar de não haver nenhuma brisa. Era mais fácil vê-la com o canto dos olhos do que diretamente.
Olhando atrás dela notou que uma terceira pessoa havia saído do chalé. Desta vez era um homem. Parecia ser do oriente Médio e se vestia como um operário, com cinto de ferramenta e luvas. Estava de pé tranquilamente encostado no portal e com os braços cruzados. Usava jeans cobertos de serragem e uma camisa xadrez com mangas enroladas acima dos cotovelos, revelando antebraços musculosos e um sorriso iluminava o seu rosto e Mack achou muito difícil desviar do seu olhar.
-Há mais de vocês? - perguntou Mack.
Os três se olharam e riram.
- Não, disse a negra – Somos tudo o que você tem e ,acredite, é mais do que o suficiente.
Mack olhou para a mulher asiática e presumiu que ela fosse a jardineira, pois devido as suas vestimentas, eram próprias de uma pessoa que trabalhasse em um quintal.
Então o homem se aproximou, tocou o ombro de Mack, beijou-o nas faces e abraçou com força. Imediatamente Mack se identificou com ele e viu que gostava dele. Depois a mulher asiática se aproximou de Mack e segurou o seu rosto com suas mãos. Gradual e intencionalmente, ela aproximou o seu rosto do dele e olhou no fundo de seus olhos. Mack sentiu que podia ver através deles. Então a mulher sorriu e Mack  foi envolvido com seu perfume e assim ele pode sentir que um peso saia de seus ombros.
Mack sentia que ela o estava abraçando sem abraça-lo, ou sem mesmo toca-lo. Alguns segundos depois, ele percebeu que estava de pé e que seus pés continuavam tocando o piso da varanda.
- Ah, não ligue, ela sempre causa isso nas pessoas..
- Gosto disso – Mack murmurou e os três começaram a rir. E Mack de repente se viu rindo junto, sem saber exatamente o porque.
Finalmente pararam de rir e a mulher o abraçou e disse:
- Nós sabemos quem você é, mas creio que devemos nos apresentar. Sou a governanta e cozinheira. Pode me chamar de Elousia.
- Elousia? – perguntou Mack
Sim, mas você não precisa me chamar assim. É só um nome que gosto de usar e tem um nome muito especial para mim. Mas você pode me chamar do mesmo modo que Nam me chama.
- O que? Voce não quer dizer... Mack ficou perplexo e confuso. Sem dúvida aqulela não era Papai que havia mandado o bilhete! – É...quer dizer, Papai?
Sim – isso mesmo. Mack ficou quieto
O homem que parecia ter trinta e poucos anos disse:
- Gosto de consertar coisas, e principalmente gosto de trabalhar com as mãos.
- Voce parece ser do Oriente Médio...
- Na verdade, sou irmão de criação. Sou hebreu, da casa de Judá.
- Então você é Jesus?
- Sim, mas muitas pessoas me conhecem como Yeshua, mas também sou conhecido como Joshua ou até mesmo Jessé.
- E eu sou Sarayu - disse - Guardiã dos jardins.



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