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Doença de Alzheimer - DA
(http://boasaude.uol.com.br)

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A doença de Alzheimer (DA) é degenerativa e ataca o cérebro. É mais comum, após os 65 anos de idade e se caracteriza por perda progressiva das capacidades de pensar, raciocinar, memorizar, associada a alterações da linguagem e do comportamento. Esse conjunto de sintomas (demência), pode ter várias causas (inclusive pode ser uma alteração “normal” do envelhecimento) sendo a DA a principal delas. Nos países desenvolvidos, a DA representa a terceira causa de morte, perdendo apenas para as doenças cardiovasculares e para o câncer. No Brasil, não existem dados precisos sobre o número de pessoas com a doença.

Infelizmente a doença não tem cura, porém algumas medidas podem ser tomadas para melhorar a qualidade de vida e garantir aos doentes de DA certo grau de segurança. Por isso, buscar informações a respeito é de extrema importância. O cérebro é o controlador de todo o funcionamento do corpo, e também da mente. Ele é subdividido em várias regiões, cada uma responsável por determinada atividade, como a fala, o caminhar, os movimentos dos dedos, a memória, o raciocínio, e outros.

No cérebro do paciente com DA, as células nervosas (neurônios) começam a morrer, levando à atrofia da região acometida e à formação das chamadas “placas senis”. Isso compromete a função da área afetada e a principal delas é a relacionada à memória, mas outras funções comprometidas são o raciocínio, a linguagem, a concentração, entre outras. Regiões que controlam os movimentos só são acometidas em fases bem avançadas da doença.
Ainda não se sabe a causa da DA, apenas que ocorrem algumas alterações nas estruturas de comunicação entre os neurônios e também nas próprias células. Alguns fatores foram apontados como estando associados ao desenvolvimento da doença: Redução das substâncias que funcionam como “comunicadoras”, entre as células nervosas (chamadas neurotransmissores);
Exposição e/ou intoxicação por metais (alumínio, manganês);
Infecções do cérebro ou das meninges (meningites, encefalites);
Hereditariedade: foram identificados quatro genes que aumentam a suscetibilidade à doença.
 
Os sintomas da doença variam de pessoa para pessoa, e modificam-se à medida que ela progride. O primeiro sintoma, geralmente, é a queixa de esquecimentos. Quase todas as pessoas normalmente apresentam problemas de memória, à medida que envelhecem. No entanto, no paciente com DA esses problemas são bastante óbvios, mais do que em outras pessoas da mesma idade.

Os pacientes apresentam dificuldades para lembrar-se de acontecimentos recentes, atividades, nomes de pessoas ou coisas. Eles começam a ter dificuldade para manter a atenção e a concentração vai ficando cada vez mais difícil. Com o passar do tempo, o esquecimento vai ficando mais grave e os amigos de trabalho já começam a notar os problemas. Inicia-se a dificuldade para escrever, ler e entender as coisas que são ditas ou lidas. A pessoa pode colocar os objetos em locais não habituais, e não é incomum passar a perdê-los (porque esquece onde os guardou).

Nos casos mais graves, a pessoa não consegue mais se lembrar de fatos que aconteceram na sua própria vida e não consegue mais lidar com dinheiro. De uma maneira geral, a memória recente é mais afetada que a memória antiga (remota).

Nos estádios finais da doença, o paciente fica cada vez mais confuso e desorientado, não conseguindo mais realizar atividades de auto-cuidado. Não consegue também reconhecer seus próprios familiares. Ocorrem também alterações do humor e da personalidade, pode apresentar alucinações e vaguear pela casa à noite. Um fator importante e que dificulta um pouco o tratamento é que o indivíduo não consegue ver que precisa de cuidados, e pode ser bastante resistente a eles.

Não existe um exame capaz de diagnosticar a DA, enquanto o paciente vive. O único exame que dá 100% de certeza é o exame do cérebro da pessoa doente, que só pode ser realizado após a morte. Além disso, como já comentamos a DA é a principal causa de demência, mas existem outras, e a primeira coisa a ser feita é excluir as demais causas. E uma dessas causas, extremamente comum, é a depressão.

Apesar desses problemas, pode-se afirmar com certa segurança se os sintomas devem-se à DA ou não. Geralmente, o médico realiza uma boa entrevista com o paciente, e um bom exame que inclui a avaliação da memória e de outras funções do cérebro. Além disso, realizar exames laboratoriais e de imagem. Conversar com os familiares e outras pessoas que convivem com o doente pode ser extremamente importante.
Os objetivos do tratamento são controlar os sintomas e melhorar a qualidade de vida do paciente o máximo possível. O papel da família é essencial, pois nada substitui o carinho e o amor dos entes queridos, mesmo que a pessoa não os reconheça como tais. As medidas incluem o tratamento de outras doenças associadas, ingestão de dieta saudável e prática regular de exercícios físicos.
Alguns medicamentos podem ser usados, especialmente para retardar os avanços da doença.

Vários cuidados devem ser tomados pelos familiares e pelos cuidadores do doente de Alzheimer como adaptações da casa, luzes acesas para o banheiro, tirar chaves do quarto e de banheiros, guardar objetos como bolsas, chaves, dinheiro, etc. Procurar associações de DA, que podem fornecer apoio e informações. Isso é de extrema importância, pois pode ser bastante difícil cuidar desses pacientes, especialmente se for um familiar. Aceite suas emoções e tente falar delas e, além disso, reserve um tempo para si.



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