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A Alma é Imortal
(Gabriel Dellane)

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O Espiritismo projeta luzes sobre o problema do que é a alma e a sua natureza. A ciência espírita veio provar que a alma não é uma entidade ideal, uma substância imaterial sem extensão. Ela é provida de um corpo sutil, onde se registram os fenômenos da vida mental e a que foi dado o nome de perispírito. No homem vivo, importa distinguir do espírito a matéria que o envolve, assim também não se deve confundir o perispírito com a alma.

O Espírito ou alma, isto é, o "eu" pensante é inteiramente distinto do seu envoltório e não se poderia identificar com este, do mesmo modo que a veste não se identifica com o corpo físico. Todavia, entre o espírito e o perispírito existem as mais estreitas conexões, porquanto são inseparáveis um do outro. O Espiritismo comprova que a alma é sempre inseparável de uma certa substancialidade material, porém de modo especial, rarificada. Essa matéria possui formas variáveis, segundo o grau de evolução do espírito e conforme ele esteja na Terra ou no espaço. Em geral a alma conserva temporariamente, após a morte, o aspecto que tinha o corpo físico aqui na Terra.

Esse ser invisível e imponderável pode, às vezes, em circunstâncias determinadas, assumir um caráter de objetividade, bastante para afetar os sentidos e impressionar a chapa fotográfica, deixando assim traços duráveis da sua ação, o que põe fora de causa toda tentativa de explicação desse fenômeno, mediante a ilusão ou a alucinação.

O objetivo, deste volume, é apresentar algumas das provas que já se possuem da existência de tal envoltório, a que foi dado o nome de Perispírito (de peri, em torno, e spiritus, espírito).
Para essa demonstração, recorreremos não só aos espíritas propriamente ditos, mas também aos magnetizadores espiritualistas e aos sábios independentes que já começaram a explorar este domínio novo. Ao mesmo tempo, facultado nos será comprovar que a corporeidade da alma não é uma idéia nova, que teve numerosos partidários, desde que a humanidade passou a preocupar-se com a natureza do princípio pensante.

Desde a Antiguidade, diversos povos admitiram essa doutrina. eram, porém, vagos e incompletos os conhecimentos de então sobre o corpo etéreo. Depois, à medida que se foram aprofundando os estudos sobre as diferenças entre a alma e o corpo, que as duas substâncias mais e mais se diferençavam, uma imensidade de teorias procuraram explicar a ação recíproca que elas entre si exercem. Surgiram as "almas mortais" de Platão, as "almas animais e vegetativas" de Aristóteles, o "ochema" e o "eidolon" dos gregos, o "nephesh" dos hebreus, o "baí" dos egípcios, o "corpo espiritual" de São Paulo, os "espíritos animais" de Descartes, etc. Todas essas hipóteses, que por alguns de seus lados roçam a realidade, carecem do cunho de certeza que o Espiritismo apresenta, porque não imagina, demonstra.

 É necessário o auxílio da ciência, isto é, da observação e da experiência, para estabelecer as bases da sua certeza. Não é, pois, guiados por idéias preconcebidas que os espíritas proclamam a existência do perispírito: é, pura e simplesmente, porque essa existência resulta, para eles, da observação.
Os magnetizadores já haviam chegado, por outros métodos, ao mesmo resultado. Pela correspondência que permutaram Billot e Deleuze, bem como pelas pesquisas de Cahagnet, veremos que a alma, após a morte, conserva uma forma corporal que a identifica. Os médiuns, isto é, as pessoas que gozam - no estado normal - da faculdade de ver os Espíritos, confirmam, em absoluto, o testemunho dos sonâmbulos. Os espíritas fizeram todos os esforços por oferecer a prova inatacável e o conseguiram. As fotografias de Espíritos desencarnados, as impressões por estes deixadas em substâncias moles ou friáveis, as moldagens de formas perispirituais são provas autênticas, absolutas, irrecusáveis da existência da alma unida ao perispírito e tão grande é hoje o número dessas provas, que afastou toda a dúvida.

Desde que a alma possui um envoltório, será possível comprovar-se-lhe a realidade durante a vida terrena. Há os fenômenos de desdobramento do ser humano, denominados por vezes de bicorporeidade. Estando, por exemplo, em Paris um indivíduo, pode a sua imagem, o seu duplo mostrar-se noutra cidade, de maneira a ser ele reconhecido. E é inútil atribuir os fatos espíritas a seres fictícios, a demônios, a elementais, cascas astrais, egrégoros, etc. Forçoso será reconhecer a sua veracidade.



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