Discurso DO MÉTODO
(René Descartes)
O RECONHECIMENTO DO QUE SE DESCONHECE
“Em certa ocasião um místico Sufi escreveu: quando a morte a ti chega, como a todos aqueles cujo as areias da vida escoaram pela ampulheta do tempo, ela põem dois dedos sobre teus ouvidos, e dois sobre os teus olhos, e toca um em teus lábios, sussurrando: SILÊNCIO!”
Nada funciona sem consumo de energia, isto é um fato! Mas, o que move a matéria? O que sustenta e produz sensações ao corpo humano? A perguntas como essas pesquisadores e cientistas são unânimes em afirmar: são os alimentos que ingerimos que nos fornecem a energia necessária à manutenção da vida. Eles são nossa exclusiva fonte energética.
Sabemos ser o organismo humano formado, assim como demais organismos vivos, por combinações extremamente complexas basicamente de compostos orgânicos. Especificamente, assim como tudo no Universo, é composto de diferentes elementos químicos: fósforo, cálcio, sódio, magnésio, ferro, carbono, etc... Mas há quem afirme sermos muito mais do que elementos químicos em arranjos moleculares complexos, pois haveria algo encoberto a nossos olhos, mas presente, movimentando toda energia material e consistindo nosso verdadeiro ser.
No momento exato da morte de uma pessoa, representa nitidamente a quem está presente, e já foram inúmeras os relatos neste campo, que algo simplesmente vai embora, subitamente desaparece, em frações de segundo abandona o corpo sem vida. A palidez imediata, a perda instantânea de calor e o súbito desaparecimento do brilho no olhar seriam alguns sintomas. Em tais momentos costuma-se viabilizar a idéia de uma centelha espiritual, divina, que deixaria o corpo físico quando da ocorrência do fenômeno da morte, que seria a responsável por tais constatações.
Quando cientistas desintegraram o átomo pela primeira vez, a magnitude e intensidade da energia por ele liberada deixou-os perplexos e impressionou o mundo. Quando bombardeado por partículas subatômicas altamente carregadas, em alta velocidade, um ínfimo átomo liberou quantidades de energia inconcebivelmente poderosas. Energias de natureza semelhante, fontes alimentares das células e responsáveis pela manutenção de toda forma de vida, são ainda de natureza não totalmente esclarecida à comunidade científica.
Há dois caminhos pelo qual o homem poderá construir seu intelecto: o reconhecimento daquilo que ainda desconhece ou a tentativa de adaptação de tudo que observa-se ao frágil e inseguro conhecimento que julga possuir, simulando-o como pronto e definitivo, cogitando ser aquilo que o extrapola fruto sobrenatural ou divino.
E, não distanciando-se do assunto, não seria necessário lembrar que num passado não tão distante muitos fatos sem explicações coerentes, por desconhecimento da época, eram atribuídos a um desejo maior e, talvez, inatingível ao homem. Hoje, contudo, são tão corriqueiros e banais que ninguém mais importa-se com eles. Assim, quando se desconhece algo, pode-se, sem nenhum receio ou preocupação, assumir isto como uma sadia ignorância, mas jamais atribuir ao sobrenatural ou divino.
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