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Habermas: competência comunicativa
(arivaldo araujo)

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A teoria da competência comunicativa

Habermas entende que o poder somente será legítimo quando resultar de um consenso. Esse consenso dar-se-á através da comunicação eficiente, que se firma sobre quatro pilares (Geltungsansprüche): 1) os conteúdos transmitidos são compreensíveis; 2) os interlocutores são verazes; 3) os conteúdos proposicionais são verdadeiros e 4) o locutor, ao praticar o ato lingüístico em questão (afirmando, prometendo, ordenando) tinha razões válidas para fazê-lo, ou seja, agia de acordo com as normas que pareciam justificadas. Havendo consenso com relação a essas quatro expectativas de validade a interação será espontânea e estável.
É primordial, nessa comunicação, que todos os interessados possam participar do discurso e que todos eles tenham oportunidade idênticas de argumentar.
Só são admitidos no discurso os participantes que, como atores, agiam de acordo com normas que lhes pareciam justificáveis, e não movidos pela coação, e satisfaziam o pressuposto de veracidade, não mentindo nem intencionalmente ou inconscientemente (neurose ou falsa consciência). A comunicação pura só se dará, portanto, com a ausência dessas formas de coação externa ou interna.
Não se trata de uma ação revolucionária, já que depende de a priori (pressupostos). O que o autor propõe é a estratégia do ‘reformismo radical’ que implica em “promover reformas em torno de objetivos claros e publicamente discutidos, mesmo, e especialmente, quando suas conseqüências são incompatíveis com o modo de produção vigente”. Trata-se de enfrentar os teoremas da crise. Tais crises incluem, como exemplos, a crise da racionalidade, quando o Estado intervencionista não consegue desempenhar tarefas a que se propõe; a crise da motivação, gestadas na contracultura engendradas pelo próprio sistema, e que contestam os valores funcionais para a sobrevivência do capitalismo; e a crise da legitimação, quando a ideologia da ciência e da técnica se revelarem incapazes de dissimular o substrato político das regras aparentemente técnicas que orientam a ação do Estado.
JÜRGEN HABERMAS, especialmente na sua teoria da ação comunicativa1, propõe, então, um diálogo entre um conjunto das instituições estatais e um conjunto de entidades mais consensuais e comunicativas, entre as quais se destacariam as instituições associativas da sociedade civil (tais como sindicatos, associação de consumidores e outras).
HABERMAS enxerga a modernidade ocidental através da racionalização cultural e societária e as conseqüências do processo de racionalização sobre os diversos atores sociais. O autor reconhece dois processos de racionalização: a racionalização instrumental e a racionalização comunicativa.



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