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Haiti: Como falar em Moral e Ética com quem tem Fome e Sede?
(Luzia Aparecida Falcão Costa)

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Há muito que se vem debatendo a respeito do aquecimento global e, no entanto, o que mais se tem presenciado são a arrogância e a prepotência dos representantes de alguns países (tidos como detentores do poder devido à riqueza material que produzem), desconsiderando qualquer tipo de argumentação quanto ao retorno que a força imponente da natureza possa vir causar ao nosso planeta. Esquecem-se eles que a Física já nos oferece os subsídios básicos para tal entendimento através da Lei da Ação e Reação e que a existência humana está subordinada à própria Natureza que, ao se sentir confrontada, desrespeitada, certamente estará se rebelando e devolvendo à humanidade os suplícios e desacatos a que vem sendo submetida incessantemente. E é justamente esta devolutiva que estamos recebendo em forma de enchentes em grandes e médias cidades brasileiras, desmoronamentos de morros jogando entulhos e soterrando pessoas que moravam em casas construídas sobre terrenos inabitáveis, sem controle do poder público e, em casos mais graves, a destruição quase que total de um país, como ocorreu com o Haiti. Estranho, porém, parece-nos em uma primeira análise, que essas catástrofes escolham e venham a atingir a fração da população mais indefesa, mais pobre, mais carente, seja de recursos humanos e/ou materiais. Entretanto, se nos dispusermos a refletir sobre o porquê de tal predisposição, fica nítido que, obviamente, é esse extrato da população mundial que irá mais sofrer tais conseqüências, já que não conta com governantes que priorizem as políticas públicas que o proteja e nem se preocupam em desenvolver instrumentos e tecnologias que possam auxiliar tanto na prevenção quanto no salvamento imediato de tais vítimas potenciais quando estas se defrontarem com situações tão cruciais e deprimentes. Não podendo contar mais com a ínfima realidade de aquisição material e restando a ele apenas constatar e lamentar as perdas pessoais, como pode o ser humano buscar forças e segurança em um interior que se encontra destroçado? Como trabalhar com sentimentos de impotência e até mesmo de seu sentimento maior, o de rejeição do próprio mundo? Como resgatar a auto-estima de milhares de órfãos que vêm sendo adotados por cidadãos que, monetariamente privilegiados, tiveram a felicidade de nascer e fazer parte do chamado “primeiro mundo”? São perguntas que ficam em aberto para que a História se encarregue de responder... até que outra catástrofe venha a acontecer em outro ponto qualquer da Terra e mais uma vez, se sobrevivermos a ela, possamos novamente aqui apontar para o poder que desconsidera o próprio ser humano, discorrer e lamentar sobre o acontecido... apenas isso...infelizmente!



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