Doentes e cansados, professores querem reposição salarial imediata
(Estefano Irineu Anzoategui)
Mais uma vez os professores precisam parar para garantir que terão seus pedidos atendidos e dessa vez a reclamação dos mestres tem mais um agravante: a falta de saúde. Cansados de enfrentarem situações constrangedoras, os professores paranaenses também sentem na pele a falta de cuidado dos governantes com seus mestres. Na semana que passou uma professora da rede pública estadual de ensino precisou da caridade de colegas e amigos para poder pagar um exame de saúde que custou R$ 2 mil. Mas esse exame não foi suficiente para um diagnóstico mais preciso e os médicos solicitaram mais um, dessa feita, estimado em R$ 700. Os amigos também não podiam ajudar de novo. Doente, debilitada a professora caminhava pelas ruas esperando que uma alma bondosa a ajudasse, tudo por que o sistema de saúde pública que atende aos servidores estaduais não cobre esses exames.
Mas de que adianta então ter um plano de saúde? O governo finge que os trabalhadores estão amparados, mas o que eles têm de verdade? Um plano de saúde fajuto e se tivessem bons salários, quem sabe poderiam custear um plano de saúde particular. Mas a realidade é outra e os professores do Paraná estão “morrendo a míngua”. Seu salário é ridículo e isso afeta a qualidade do ensino que devem ministrar. Preocupados com as contas de cada dia, os professores precisam se dividir entre dois ou três empregos numa jornada árdua que acaba deixando-os doentes e novamente a roda da vida se repete e falta assistência.
Que desta vez não tenhamos cavalos. Se o governo não pode conceder o aumento pretendido, que se sente de maneira cordial e demonstre suas dificuldades com serenidade, concedendo o que pode dar. Que o governo explique aos trabalhadores como estão as finanças do Estado e se mostre receptivo ao que reivindicam os mestres paranaenses em sua dura trajetória por um mundo melhor.
Ser professor hoje é uma missão considerada nobre pela população, mas essa nobreza precisa ser valorizada, se não em dinheiro, pelo menos em valorização humana. Hoje temos que rever conceitos e procurar ampliar o conhecimento para termos o desenvolvimento que buscamos e é por isso que entendemos serem justas as reivindicações dos professores do Paraná.
Só para não esquecer, a professora que precisou de auxilio foi internada no Hospital Universitário Anita Canet em Cascavel e hoje está sendo submetida a uma cirurgia. Foi decisiva a atuação do Sindicato dos Professores Municipais de Cascavel, que mesmo sem ter a colega como associada, se irmanou com sua necessidade e auxiliou na conquista do internamento. Ela foi hospitalizada pelo SUS.
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