Do Mundo Nada Se Leva
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“Do Mundo Nada Se Leva” - É um filme estadunidense de 1938, do gênero comédia romântica, dirigido por Frank Capra cujo roteiro viera de uma peça teatral (de George Kaufman e Moss Hart). Conta a vivência de uma família que antes de se falar em existencialismo procurava viver como desejava.
O patriarca, um simpático vovô (Lionell Barymore) dizia que “se encontrou” quando, ao descer no elevador de um prédio de executivos percebeu que devia aproveitar o resto de sua vida tocando a gaita e brincando com os seus familiares. Sua filha (Spring Byngtom) tinha a mania de escrever histórias policiais usando uma máquina de escrever colocada abaixo de um quadro com a tradicional frase “Home Sweet Home”(Lar Doce Lar).
A neta do patriarca (Jean Arthur), trabalhava em um escritório e acaba namorando o filho do dono deste escritório, magnata que cobiçava a casa de seu avô para expandir o seu império imobiliário. Outros personagens que compõe a trama vão desde uma dançarina que vivia ensaiando passos de balé com a música tocada pelo namorado, um bancário que deixara o cargo de caixa para fazer brinquedos, o genro do vovô, especializado em explosivos, e até um russo que aparecera para filar as refeições e se divertia com a independência dos novos amigos.
É um mundo de personagens alegres que estremece com as ameaças do crescimento urbano. Porém, a exemplo dos melhores contos de fadas eles estarão, ao fechar do pano (obviamente no teatro) tocando gaita e dançando. Misturam-se ricos e pobres a confraternizar a seguir num almoço onde os resquícios de vaidade dos ricos diluem-se nas piadas de um russo gaiato e de um brinde do mais velho representante da liberdade de expressão.
"Do Mundo nada se leva" é uma festa, sem nenhum momento de monotonia. O filme de Capra joga com “closes”, com montagem célere, com movimentos de câmera intensos mesmo no espaço reduzido dos poucos planos fora da casa dos Vanderhog. É o tipo do filme que faz rir hoje como fez rir ontem, diverte sem macular a inteligência do espectador. Esse filme de Capra é uma forma adorável de mostrar a linguagem cinematográfica que faz de filmes como “Do Mundo Nada se Leva” um programa para várias gerações darem boas gargalhadas. E em meio ao riso, refletir sobre classes sociais, sem necessariamente se limitar à guerra entre elas mesmas.
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