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Da essência do riso
(Charles Baudelaire)

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  O riso é satânico, é portante profundamente humano. Representa no homem a consequência da ideia da sua própria superioridade; ou seja é ao mesmo tempo sinal de uma grandeza e de uma miséria infinitas. Miséria em relação ao ser absoluto de quem possui a concepção, grandeza em relação aos animais. É do choque perpétuo destes dois infinitos que se solta o riso, o cómico, a potência do riso está naquele que ri e nunca no objecto do riso.

Os animais mais cómicos são os mais sérios; como os macacos ou os papagaios. Aliás, suponham o homem retirado da criação; deixa de haver cómico, porque os animais não se consideram superiores aos vegetais, nem os vegetais aos animais e nessa denominação incluo os numerosos párias da inteligência, o riso é sinal de inferioridade em relação aos sábios, que pela inocência contemplativa do seu espirito, se aproximam da infância. O riso das crianças é como o desabrochar de uma flor. è a alegria de respirar, a alegria de se abrir, a alegria de contemplar, de viver, de crescer.



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