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Doença de Alzheimer
(Sayeg.)

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A doença de Alzheimer é uma doença do cérebro que afeta inicialmente a memória, o raciocínio e a comunicação das pessoas. Esta doença é a causa mais comum de demência, um termo geral para prejuízo progressivo da função mental. No início, o paciente mostra apenas uma leve perda de memória, a qual chega a atrapalhar o pensamento em geral. Daí pra frente os sintomas se agravam. Apesar de tratar-se de uma doença predominantemente senil, essa questão deve também preocupar o público de qualquer idade porque, num futuro próximo, esses números passarão a fazer parte das perspectivas de vida daqueles que hoje são ainda jovens.
As causas da doença são desconhecidas, porém, são inúmeros os fatores de risco como: deficiência dos neurotransmissores, traumatismo, anormalidade genética no cromossomo 21 e vírus do crescimento lendo no sistema nervoso central (SNC).
 A doença de Alzheimer é uma doença degenerativa, progressiva que compromete o cérebro causando: diminuição da memória, dificuldade no raciocínio e pensamento e alterações comportamentais e é uma doença idade-dependente.
O diagnostico da doença é feito através da exclusão de outras doenças que podem evoluir quadros de demências. Antipsicóticos podem ser usados para controlar o comportamento agressivo ou deprimido. É importante que o paciente seja bem tratado, bem cuidado, e que não seja discriminado. Experiências têm demonstrado que pacientes que são bem cuidados e que recebem abordagem e enfoque terapêuticos, apresentam melhores condições de vida e de convívio. Deve-se também, sempre incentivar o doente a fazer regularmente exercícios físicos, jogos e outras coisas que ajudem trabalhar com a memória do paciente.
            A pessoa que tem a doença de Alzheimer relaciona-se melhor com crianças, gostam de pintar, colar, desenhar e, muitas vezes parecem sentir-se extremamente satisfeitos com uma boneca, um carrinho, um animal de pelúcia, etc.
“Vários estudos com foco nesse assunto foram realizados e existem várias propostas de estadiamento, porém os estudos clínicos de Sjoren fazem a divisão da doença de Alzheimer entre demência inicial, intermediária, final e terminal”. (  Sayeg, 2008).
Fase Inicial:
Sem dúvida, a fase inicial é a mais crítica das fases, uma vez que determinamos sintomas iniciais são indulgentemente suportados e explicados pelos familiares como “parte do processo natural do envelhecimento” e dessa forma subvalorizados, deixam de lado a investigação diagnóstica.
            O começo das alterações é lento e o paciente, especialmente os de bom nível intelectual e social, adaptam-se a algumas deficiências com alguma facilidade fazendo com que não se perceba ou não se valorizem demais determinadas alterações. A intimidade do dia-a-dia, a vida atribulada das grandes cidades, entre outros fatores, especialmente as de origem sócio-cultural, colaboram com a aceitação pelos familiares de determinadas perdas e alterações comportamentais, especialmente quando se trata de pacientes idosos.
            A primeira e mais característica marca do início da doença está relacionada com o comprometimento da memória recente ou de fixação. Essas alterações não são constantes e se apresentam como falhas esporádicas de memória que se repetem com freqüência variável, sem constância. Nesta fase, também se inicia os episódios de desorientação espacial, especialmente em lugares desconhecidos podendo também ocorrer alterações na orientação temporal. Todas essas alterações, no entanto, como não se repetem com freqüência preocupante, são entendidas como fato natural em virtude do avanço de idade, nervosismo e outras desculpas relacionadas ao cotidiano. As alterações comportamentais costumam acompanhar essa evolução e, lenta e gradualmente, vai havendo uma mudança no padrão habitual de comportamento. 
Fase Intermediária:  
Essa fase pode durar de 3 a 5 anos e caracteriza-se pelo agravamento dos sintomas apresentados a fase inicial. Esta fase está correlacionada com o comprometimento cortical do lobo parietal afetando as atividades instrumentais e operativas. Instala-se nesta fase afasia (perda do poder de expressão pela fala, pela escrita ou pela sinalização ou da capacidade de compreensão da palavra escrita ou falada e sem alteração dos órgãos vocais), as apraxias (incapacidade de executar os movimentos apropriados para um determinado fim, contanto que não haja paralisia) e as agnosias (perda do poder de reconhecimento perceptivo sensorial, auditivo, visual, tátil, etc.) outra característica que marca a fase intermediaria tardia é o início das dificuldades motoras.
Fase Final: A duração desta fase varia de acordo com alguns fatores. Quanto mais cedo a doença se instala mais rápida costuma se a evolução.
            Nesta fase a memória antiga estará bastante prejudicada e às vezes totalmente comprometida. A capacidade intelectual e a iniciativa estarão seriamente prejudicadas ou totalmente deterioradas. O estado de apatia e prostração, o confinamento ao leito ou à poltrona, a incapacidade de se expressar, quer por fala ou mímica e especialmente a incapacidade de sorrir são características desta fase.
            As alterações neurológicas se agravam: a rigidez aumenta consideravelmente e os movimentos estarão lentificados e por vezes estereotipados. A indiferença ao ambiente e a tudo que o cerca, alternadas com alto grau de agitação  psicomotora e o aparecimento de incontinência urinária e fecal trazem grande carga de cuidados. O paciente torna-se totalmente dependente, podendo chegar à manipulação de fezes e a coprofagia. Quando os indivíduos ainda possuem alguma reserva motora, as quedas acidentais com fraturas ocorrem com maior freqüência. Passam a não reconhecer as pessoas mais próximas e podem até mesmo não se reconhecerem quando colocadas em frente ao espelho.
Fase terminal: Esta fase caracteriza-se por restrição ao leito, praticamente durante todo o tempo. Acabam por adotar a posição fetal. As contraturas dos membros inferiores tornam-se inextensíveis e irrecuperáveis.



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