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Evolução das Ciências Sociais
(Marcos Carvalho)

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Descartes (século XVII) formulou um paradigma que colocava como princípio de verdade as ideias “claras e distintas”, separando o sujeito pensante (Ego cogitans) da coisa extensa (res extensa), i.e., filosofia e ciência. A este modelo chamou Morin “paradigma de simplificação”, do qual descende o “modelo de racionalidade”. O paradigma de simplificação é a base para o modelo de racionalidade científica (S. Santos) que admite uma variedade interna mas que se distingue do sentido comum e das humanidades.
Ratzel critica as formulações estabelecidas até então (1882), pela tendencia que elas apresentavam para separar o conjunto dos elementos constituintes do “complexo terrestre”, indissociáveis na sua opinião. O autor defendeu fronteiras flexíveis, permeáveis entre as cooperações disciplinares, e a adopção de um critério de investigação hologeico, isto é, “abarcador de toda a terra” (investigação hologéica).
Em “Morfologia Social”, Durkheim sugere que a geografía, pelo seu carácter restritivo, seria incapaz de dar conta das sinteses pretendidas por Ratzel e propõe que ela assuma a sua condição, restrita, preocupando-se com os elementos “menos essenciais” do “substrato social” (solo, cursos de água, montanhas…).
A obra de Febvre marcou o fim de um período de intensos debates, onde puderam ser confrontadas diferentes perspectivas para as ciências sociais. Entre elas prevaleceram o analitismo e a desconexão disciplinar; as formulações que apostavam no sentido inverso ao da fragmentação do conhecimento (como as de Ratzel) ficaram votadas ao ostracismo. A obra de Febvre converteu-se num marco da nova situação (desconexão disciplinar).
Prigogine fala sobre a necessidade de abandonar os extremos das representações fundadas exclusivamente ou no determinismo das leis naturais ou nos eventos arbitrários e imprevisíveis. Esta descrição mediatriz, situada entre um mundo determinista e um mundo submetido ao puro azar, implica uma tomada de posição por parte do conhecimento científico e seus campos de especialidade.
Entretanto "espaço simbolizado" (produzido ou territorializado), termo utilizado por Augé em relação à antropologia, indica que estamos perante um mesmo objecto, um mesmo espaço, territorializado e simbolizado, em dimensões cada vez mais planetárias: “trata-se precisamente de um espaço carregado de sentido por grupos humanos, em outras palabras, trata-se de um espaço simbolizado”.
Em 1919, Whitehead, contra o que denominava “teorias da bifurcação da natureza”, adopta o princípio da inseparabilidade de dimensões como tempo e espaço, indicando um tipo de relações a considerar – dimensão de continuum – por aqueles interessados numa filosofia de captação da unidade complexa da natureza. A partir de descobrimentos de vários estudiosos (anos 50) foi possível estabelecer o que Prigogine classificou como “uma convergência notável entre duas ciências”. A predisposição para a investigação de intercepções/interdependências foi possível pela admissão da existência de uma estrutura ecossistémica e eco-organizadora que liga os mundos orgânico e inorgânico. Hoje fala-se de transdisciplinaridade, conjugação de escalas, conhecimento diagonal; estimula-se a divisão de territórios e fronteiras analíticas que ainda impedem um exercício e um trânsito mais livre para os conhecimentos.



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