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Exercícios para libertação do trauma
(David Berceli)

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Engole o Choro...
Trabalhando com pessoas em grupo, me deparo com situações de sofrimento tão profundas e tão arraigadas que não tem profissional nem remédios que cure. E estas dores que não podem ser faladas, serem ditas no contexto relacional em que as pessoas vivem, são jogadas no corpo e se transformam nas mais diferentes doenças e com sintomas diversos. No momento que a pessoa consegue acessar a memória da situação que provocou aqueles sintomas, quando ela toma cons-ciência, conhecimento, ela consegue falar sobre a situação, pode transformá-la e libertar-se, pois tem oportunidade de ressignificar sua postura perante as situações de sua vida. Numa tarde após uma dinâmica para liberação de traumas, uma senhora relatava entre outras percepções das reações de seu corpo, ”uma secura muito grande por dentro”. Diante desta informação, como terapeuta, estava fazendo para o grupo uma decodificação da linguagem simbólica do ocorrido.Foi quando ela acessou a memória e nos conta que: quando estava na sua quinta gravidez ,teve um desgosto muito grande – entrou em processo depressivo – e programou acabar com sua vida.Ela esperaria o marido adormecer, sairia porta afora, e deixaria seus chinelos ao lado do poço de 84 metros de profundidade, para o marido saber onde procurá-la.E ficou fingindo que dormia até que o marido adormecesse.Quando estava passando pela porta,o marido que também estava vigiando-a, segurou-a . Conversaram, choraram muito juntos, esclareceram o motivo do desgosto, que na verdade nem existia, ele foi com ela para confirmar, se acertaram, vivem bem até hoje e a família aumentou até chegar em 11 filhos. Onde entrou a “secura” que o corpo manifestou?Na água do poço em que ela pretendia acabar com sua vida e nas lágrimas dos dois que conseguiram conversar e lavar a alma. Fantástico?Sim; da mesma forma quando ouvimos os depoimentos dos adultos de hoje que quando pequenos apanhavam mesmo sem merecer, e recebiam a ordem: Engole o choro... Quando pergunto que atitudes tomam hoje diante dos conflitos em sua família ou grupo, me respondem que ficam calados, entregam a Deus, por medo de não serem compreendidos, aceitos, amados, julgados. E continuam vida afora engolindo o choro e jogando o choro contido no corpo que o transforma em doenças para que possam chorar sem culpas.....



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