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Sacerdotes, guerreiros e trabalhadores
(Leo Huberman)

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Ao entrar em contato com filmes e histórias da Idade Média, quase nunca nos damos conta de que toda aquela riqueza ostentada pela nobreza em suas roupas, armaduras e fartura de comida deviam vir de algum lugar. Entram em cena então os trabalhadores da época do feudalismo, os servos, que pertenciam à classe que produzia os bens para as outras duas classes: sacerdotes e guerreiros. Esses trabalhadores eram basicamente agricultores que extraiam da terra os alimentos e a vestimenta necessária na época, e embora tudo fosse feito de forma muito diferente de hoje, predominava a marcante diferença de classes que ainda hoje existe na maioria dos países. As terras eram divididas em feudos, onde havia uma construção fortificada, ou castelo, em que viviam o senhor feudal e sua família. Esse forte era cincundado por terrenos divididos em faixas contínuas, nos quais cada família arrendatária vivia e produzia quase que exclusivamente para esse senhor. Dentro dessa unidade chamada feudo, uma parte da produção era do senhor, e ao servo pertencia praticamente menos do suficiente para sua subsistência, de acordo com os costumes (leis) da época, que variavam um pouco de lugar para lugar na Europa. Essas famílias arrendatárias dessas terras também eram aproveitadas ao máximo para trabalhar por benefícios ilimitados para toda a propriedade. É claro que naquelas circunstâncias não se sabia muito sobre tecnologias de plantio, mas a alternância anual de culturas agrículas diferentes para não desgastar os solos, e o descanso de um ano entre cada duas colheitas por solo já era uma técnica conhecida. Os servos, ou camponeses, viviam nas piores casas que haviam nos feudos. Eles faziam, além de cuidar da parte de terra que os cabia, outros trabalhos em todo o domínio de terras pertencentes ao senhor. Eram obrigados e cuidar primeiro dos interesses do proprietário, e tinham que largar mão do serviço relativo ao seu sustento para atender às necessidades dele em caso de emergências, como tempestades e reparos de estradas e pontes. Se quissesse moer seus grãos, teria que esperar até que os do patrão fossem moídos, e pagavam uma taxa para desfrutar desse serviço, já que as prensas eram de propriedade do senhor. Além disso, os servos nunca podiam usufruir de uma parte da produção que fosse de boa qualidade. Segundo um observador, o camponês do século 12 nunca poderia ter nada de boa qualidade, e se assim fosse, seguramente teria que entregar ao senhor feudal. E existem até mesmo documentos muito antigos que podem comprovar essa relação servil, são decretos e decisões escritas de fatos que ocorreram principalmente na França e Inglaterra no período em que o sistema sócio-econômico era predominantemente o Feudalismo. História da Riqueza do homem - Leo Huberman, 1936.



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