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A Água
(Raquel Dinis)

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A água cobre a maior parte da Terra. Incluindo a que está em estado sólido, abrange cerca 74% da superfície terrestre. Estas águas, em conjunto com as águas subterrâneas, constituem a hidrosfera.
Mais de 97% da hidrosfera é formada pelos oceanos, sendo 2,16% gelo semipermanente; 0.63% águas subterrâneas e só 0,03% vem representado por todas as outras reservas da superfície, como os mares interiores, lagos, rios e o conteúdo do solo.
Também existe água na atmosfera, especialmente em forma de vapor de água, bem como em estado sólido e líquido, mas equivale somente a 0,0001% do total.
Os oceanos e os mares têm uma função vital da vida na Terra, ao agirem como um enorme depósito para armazenar a energia térmica solar e ao protegerem os climas marítimos mundiais dos extremos sazonais de frio e calor. Há uma troca contínua de humidade e calor entre a atmosfera e os oceanos, e a sua inter-relação contribui para produzir a dinâmica dos climas mundiais.
As massas de água do oceano podem-se dividir em superficiais, intermédias e profundas. Tanto as camadas superficiais do oceano como as profundas podem ser afectadas pelas correntes. As superficiais são geradas principalmente pelo sistema de ventos, que provocam os movimentos no sentido vertical na superfície do mar, a que chamamos ondas. As marés, são as mudanças em altura do nível do mar, devido á atracção da Lua, e em menor proporção do Sol. Estas mudanças atingem os seus pontos máximos a cada seis horas. Durante este tempo, o mar sobe de nível num movimento que se chama de fluxo, até atingir o ponto mais elevado, que é a praia-mar. Depois desce, num movimento de refluxo, atingindo o seu ponto mais baixo, ou baixa-mar, após outras seis horas.
As correntes oceânicas, ao contrário, dependem das diferenças de densidade relacionadas com as variações na temperatura e salinidade, que põe em circulação as águas mais profundas. Ao serem formadas massas de água profunda por afundamento, a água que já estava no fundo tem de começar uma nova afluência.
As águas continentais, que vêm invariavelmente da água das precipitações atmosféricas, permanecem sobre a terra firme durante um tempo até se evaporarem, e com excepção das camadas freáticas, depois voltam para o mar.
Embora o seu percurso através dos continentes seja transitório, desempenham um papel fundamental, já que sem estas águas não seria possível a vida na Terra, além de participarem na erosão que define as características do relevo.
Os rios são correntes de água que transportam sedimentos e fluem num curso ou canal definido, que pode dividir-se em três secções: curso alto, curso médio e curso baixo.
O curso alto começa com o nascimento do rio nas montanhas, quando a água desce velozmente. O curso médio dá-se quando o rio passa pelas terras mais planas, depositando parte dos materiais que arrastou no curso alto. Finalmente, ao chegar perto da desembocadura, o rio entra no seu curso baixo e arrasta-se lentamente pelo plano.
Os rios destacam-se na erosão, pelo seu papel no transporte e na deposição de rochas e solos, criando vales em forma de V e actuando como agentes que esculpem a paisagem.
De todo o caudal fluvial mundial, 20% corresponde ao maior rio do mundo, o Amazonas, e, este, em conjunto com os 15 que se seguem por ordem de tamanho, abrangem 45% do caudal mundial. O clima na bacia e principalmente a quantidade e distribuição de precipitação de precipitação durante o ano, determinam o caudal dos maiores rios do mundo, mas a vegetação, o tipo de rochas e o relevo exercem maior influência sobre as bacias dos rios menores.
Os glaciares formam-se em zonas polares e em alta montanha, e são a massa de gelo que se desloca graças a complexo processo molecular de grande lentidão. No seu percurso o gelo arranca pedras das vertentes das montanhas, formando os aborregados, que vão levantando o terreno e provocando a erosão do solo. Assim se formam profundos vales em forma de U. Nas zonas polares, ao chegar ao mar, o gelo fende-se e forma icebergues, que são enormes massas de gelo flutuantes. Os glaciares cobrem quase um décimo das terras firmes do planeta.
Os lagos são grandes massas interiores de água doce ou salgada, nem todos tendo carácter permanente, sendo alguns sazonais. O período de vida de um lago depende da sua capacidade e do equilíbrio entre a água que recebe e a que perde. Geologicamente, quase todos os lagos são de curta duração, sobrevivendo poucos milénios.
As águas subterrâneas formam-se quando o solo permeável á chuva deixa filtrar a água até chegar a uma camada de rocha impermeável ou a uma zona onde o meio subterrâneo está saturado de água. Embora na sua maior parte as águas subterrâneas provenham das precipitações, algumas são geradas também em processos químicos que ocorrem a uma certa profundidade, enquanto que outras são simplesmente vestígios de mares antigos.
Quando o nível aquífero sai á superfície de forma continua ou intermitente, formam-se os mananciais.



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