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Os cancioneiros medievais
(Antonio Guerra)

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O mais antigo documento da literatura em língua portuguesa conservado em Portugal é o “Cancioneiro da Ajuda”, um códice de iluminuras que terá saído da corte de Afonso X, o “sábio”, avô do rei português D. Dinis.
Afonso X compôs as Cantigas de Santa Maria, em galaico-português, que foram igualmente transcritas num códice de iluminuras.
Além do Cancioneiro da Ajuda, que abranje composições anteriores ao reinado de D. Dinis, existem duas outras colectâneas de poemas de vários autores em galaico-português: o Cancioneiro da Biblioteca Nacional e o Cancioneiro da Vaticana.
O primeiro contém apenas cantigas de amor, os outros dois, mais recentes e abarcando um lapso de tempo vasto, contêm além de cantigas de amor, cantigas de amigo e de escárnio ou maldizer.
O Cancioneiro da Ajuda tem sessenta e quatro composições que não constam dos outros dois.
Esta poesia era transmitida pelos jograis, poetas que andavam de terra em terra, e que as cortes dos reis acolhiam. “As Cantigas de Amor” manifestam a presença, na Península Ibérica, de jograis oriundos da Proença, no sul de França, que, desde os inícios do século XII, trouxeram para a lírica galaico-portuguesa os seus temas e as suas imagens. Os jograis cuja língua era o galaico-português, não tardaram a impô-la quando se tratava de tomar os temas provençais e viram a sua importância crescer na corte dos reis, porque, se a poesia dos jograis galego-portugueses era de origem popular, a dos provençais tinha uma origem culta e um carácter aristocratizante. Este processo de influência contribuiu para impor o galaico-português como língua culta, veículo que era da poesia.
Na cantiga de amor, o homem exprime os seus sentimentos amorosos, segundo as regras do amor cortês, a mulher é divinizada, o amorozo é constante e submisso, e o sofrimento, a coita de amor, provocado pelo afastamento da senhora ou pelo seu desinteresse, é encarecido.
Nas cantigas de amigo, a donzela fala do seu amado, recordando a sua presença, lamentando-lhe a ausência ou dirigindo-se-lhe.
Diferentes são as cantigas de escárnio ou maldizer. Ambas têm uma intenção satírica. As cantigas de escárnio realizam a sátira sem mencionar aquele a quem se dirigem; as de maldizer, ao contrário, identificam o seu objecto.
A linguagem destas cantigas é muito livre, e por vezes menos insultuosa. Alguns jograis conseguiram realizar a sátira, não apenas de pessoas ou situações concretas, mas de tipos, veiculando uma critica de alcance social.



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