SOCIEDADE DOS GRUPS
SOCIETY OF GRUPS
O jornalista Adam Stembergh, da Revista New York, deu o apelido de GRUP (contração de grow up = adulto) para facilitar o reconhecimento de novas tribos.
Os GRUPs, é na verdade um movimento que está invadindo, pouco a pouco, todos os centros urbanos do planeta. Homens e mulheres, crescidinhos já, em faixas mais ou menos seletivas, 30,40,50 anos, com todas as suas responsabilidades cotidianas de trabalho, família, contas a pagar, hobys e até mesmo religião, mas com hábitos e visual de adolescentes.
Baixam músicas de MP3 e usam i-pod, curtem bandas de rock, o calçado preferido é um tênis All Star (ou similares) e as roupas são de griffes...Atuais.
Não confundir os componentes de Grups com marmanjos que se recusam a sair da casa dos pais, nem com os TIGRÕES, estes coroas que lutam para parecer meninos e acabam ridículos. Nem com solteirões que se vestem como jovens, muito mal-resolvidamente, por usarem referências de grupos mais jovens que freqüentam, como colegas de trabalho, por exemplo.
Os Grups, são o resultado de uma racionalização assumida de O MELHOR DA VIDA ADULTA.
Bons salários, estabilidade, maturidade, não usos de trajes formais como ternos...Várias características, infinitas, se somam à consciência da redefinição da expectativa de vida.
Wasps, Beatniks, Hippies,Yuppies, Bubos, Nerds... várias denominações de grupos que se formavam na sociedade em décadas anteriores, passam hoje a adquirir um tom até meio pejorativo, mas numa breve análise, são passos na mesma direção.
O aumento da expectativa de vida, (a última deu ao brasileiro mais 5 anos, de 66 para 71) já permitia se vislumbrar a conseqüente mudança de hábitos. Houve época em que o adulto pensava: Para que me esforçar se vou morrer aos 55 anos? (Porque mesmo uma expectativa de 60 anos de vida, por exemplo, já nos permite assistir à passagem desta para outra melhor de uns apressadinhos) Para a nova realidade: Tenho que me dedicar a algo, e de preferência prazeroso, (critério vindo da experiência) porque posso viver até os 71 anos, mas quem garante... E se eu vou além? É um tempo considerável para ficar esperando a morte chegar!
Os hábitos, costumes e vestimentas, gostos e atividades, são tão prazerosamente usufruídos, sem forçar nenhuma barra, que fica difícil diferenciar um adulto de 31 e outro de 31, se estes freqüentarem a mesma academia, ou curtirem parafernálias eletrônicas ou ainda, freqüentarem os mesmos ambientes sociais, comprarem pencas de camisetas e tênis nas mesmas lojas e se utilizarem de modelos parecidos de câmeras digitais, palms, notbooks e outras novidades. E, é claro, com conexão verbal interativa, fruto do uso, e não com chavões como se via antigamente, usados pelos coroas para parecer ? forçadamente - mais jovens: E aí, bicho! É uma brasa, mora!
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