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Si può fare - É possível fazer (parte 2)
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Como um pedaço de céu pode voltar a ser inferno? Pelo cansaço. Não do trabalho, mas da alta dosagem medicamentosa, que suga energias, exaure ânimos e reprime desejos. O executivo junta-se a um médico do hospício, contra o lobby dos laboratórios, e ambos passam a controlar o que antes controlava e excluía.

As doses de medicamentos são reduzidas ao máximo, e os sócios da cooperativa passam a viver melhor, fazendo mais sentido para si e mais donos de seus sentimentos. Mas não sem os protestos da indústria farmacêutica, que tenta de forma sutil e insidiosa cooptar o médico, oferecendo-lhe viagem a algum lugar paradisíaco. “Ok, nos encontramos lá” – diz, cinicamente, o doutor de gente louca.

Há partes engraçadíssimas, como a que mostra o aumento dos contratos da cooperativa e a então necessidade de ter um presidente. O autista é convocado a assumir a presidência. Por unanimidade. E se alguém ainda acha que os loucos são loucos, que passe a observar o comportamento dos presidentes das grandes empresas ditas “normais”.

O autista-presidente da cooperativa de psicóticos é grave e como tal não se manifesta externamente, embora perceba como ninguém o que se passa no entorno. Não decide coisa alguma, mas a ele é atribuído todo o poder de decisão. Por ser inacessível, é como se os sócios da cooperativa ante qualquer contrariedade dos seus clientes os mandassem reclamar com o... bispo.  

Outro episódio que mostra mais uma faceta do enlouquecimento do outro (nunca o nosso, claro), é o da mãe do psicótico. Na verdade, ela poderia ser a mãe de qualquer daqueles psicóticos. Típica, ao perceber a melhora do filho paranóico grave, quer levá-lo de volta pra sua casa adoentada, porque desprovida de qualquer entorno saudável psíquica e mente. O filho quer   esganá-la, espancá-la. Ato de razão ou desrazão, loucura ou sanidade? É despachada, a louca inconformada.

E assim segue o filme lançado em 2008, quando a It´lai já contava com mais de 2.500 cooperativas dos ditos loucos. Além desta possibilidade, tentada no Brasil sob o nome de “Economia Solidária”, a película mostra   as várias faces da nossa loucura cotidiana sempre atribuída aos outros. Vale a pena ser visto mais de uma vez, pois há muitas nuances, detalhes e riquezas que certamente escapam a uma primeira mirada.



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