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Estão depredando a Estátua da Escrava Esperança Garcia
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Quando
visitei o Piauí (Brasil) em 2010, fiquei bastante entristecida com algo
que vi no turístico Centro Artesanal de Teresina. Claramente se via que,
aos poucos, estavam depredando a Éstatua de Esperança Garcia! Ela que foi a autora da primeira, se não, da mais antiga petição escrita por um escravo no Brasil, clamando por dignidade, melhores tratos e respeito aos Direitos Humanos.O
consolo é que o original da Carta de Esperança Garcia está guardada e
protegida em Portugal, como patrimônio histórico, estando apenas sua
cópia no Arquivo Público do Piauí - onde foi descoberta pelo pesquisador
e historiador baiano Luiz Mott.O
mesmo não se pode festejar da única estátua existente da
importantíssima personagem da História do Piauí. A escultura de argila
retratando Esperançaa Garcia está nos jardins do Centro de Artesanato
Mestre Dezinho (em Teresina), integrando a coleção criada pelo artista
Charles do Delta, em homenagem aos grandes vultos piauienses, como Da
Costa e Silva, Leonardo Castelo Branco, Mandu Ladino e Torquato Neto,
dentre outros. A
escrava, em pleno Brasil escravocrata de 1770, tomou a caneta, escreveu
e entregou ao governador da Província do Piauí uma carta denunciando
maus-tratos contra elas e demais escravos na região. “Esperança
Garcia foi uma escrava moradora numa das dezenas de fazendas que com a
expulsão dos Jesuítas, passaram para a administração governamental, e
que em 1770 escreveu uma carta ao Governador do Piauí denunciando os
maus-tratos de que era vítima por parte do feitor da fazenda. Salvo
erro, é a segunda carta mais antiga até agora conhecida no Brasil
manuscrita e assinada por uma escrava negra, e que revela não só os
sofrimentos a que estavam condenados os cativos, como o fato de já nos
meados do Século XVIII haver mulheres negras alfabetizadas e
suficientemente “politizadas” para reivindicar seus direitos e denunciar
às autoridades os desmandos de prepostos mais violentos” (Luiz Mott). Justo
ela, Esperança Garcia, que teve tanta coragem de denunciar a violência
brutal sofrida pelos negros nas fazendas escravistas, agora sofre o
atentado de depredação lenta e perversa de sua escultura, que já se
encontra bastante deteriorada, tendo sua caneta sido arrancada e há
“feridas” em seu corpo. A mutilação, percebe-se, vem sendo feita aos
poucos, cada dia, um pedaço, por assim dizer, mas tão eficaz que se
alguém não tomar providências cabíveis, muito em breve não existirá
mais. Por (ironia) sorte, que o mesmo fato parece não estar transcorrendo com as outras esculturas apostas no mesmo jardim. Lamentamos! Rogamos! Que tomem providência as autoridades para proteger mais este patrimônio brasileiro!
Convidamos! Desafiamos! Que todos, piauienses e visitantes, aprendam a
respeitar e orgulhar-se mais dos nossos verdadeiros heróis de nossa
História!



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