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Bacia HIDROGRÁFICA - GEOGRAFIA GERAL
(Pedro P. Geiger e Outros)

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Bacia hidrográfica é o conjunto de terras drenadas por um rio principal e seus afluentes que oferecem variações no volume de água conforme as condições climáticas onde se localizam. Em áreas equatoriais e tropicais apresentam grandes volumes de água, seguidos de períodos de vazante durante as secas. Nas regiões de climas frios – ocorre o congelamento no inverno seguido de  grande correnteza no período de degelo. Nas regiões semi-áridas e desérticas ocorrem os rios temporários. O regime dos rios varia de acordo com o clima: regime pluvial, torrencial, nival, ou ainda combinados: pluvial-nival e pluvial-glacial.
A noção de bacia hidrográfica leva obrigatoriamente à necessidade da existência de: nascentes ou cabeceiras (ligadas à água que se infiltra nos solos e ressurge nas encostas, nos contatos das camadas permeáveis e impermeáveis do solo, ou de geleiras), divisores de águas, cursos principais, afluentes, subafluentes, leito, foz ou embocadura, etc., por onde escoam águas tanto as provenientes das águas subterrâneas, como as de derretimento de geleiras, como a originária das chuvas que se soma às águas que fluem. Ex. de bacias hidrográficas – bacia Amazônica, do Rio São Francisco, Mississipe-Missouri, bacia Platina, bacia do Congo, do Nilo, etc.
O conceito de bacia hidrográfica inclui também a noção de dinamismo, pois sob o efeito da água corrente é que se modelam e modificam os relevos.Todos os tipos de paisagens são cortados por rios que agem de forma particular nos diferentes tipos do relevo, quer destruindo as partes altas, quer acumulando sedimentos nas partes mais baixas. A erosão fluvial ocorre pelo solapamento das margens e aprofundamento   longitudinal de forma lenta e constante dando origem a vales estreitos e profundos. Já as águas pluviais que se somam à correnteza normal de um rio fazem uma varredura geral do relevo, pois carrega material sólido, partículas finas em suspensão, blocos rochosos, seixos em arrasto, etc.  Muitas vezes, a forte correnteza acaba desviando o leito do rio de seu curso, mudando os apéctos geográficos e redesenhando a geografia de uma região. Outro fenômeno observado é que, pelo efeito erosivo nas cabeceiras dos rios, pode ocorrer o que se denomina de “águas emendadas” entre duas bacias hidrográficas. Ex. a ligação entre a bacia do rio Orenoco e do rio Branco através do rio Cassiquiare; do rio São Francisco com o Tocantins através de sue afluentes Sono e Sapão; entre o Guaporé e o rio Paraguai, etc.
Os “meandros divagantes” são fenômenos observados em rios de planície. Os rios descrevem inúmeras sinuosidades mudando muitas vezes o seu curso; em certos períodos, devido ao acúmulo de sedimentos em suas curvas, acabam obstruindo a passagem das águas e forçando caminho criando um novo canal de escoamento. Os trechos do rio abandonados pelo acúmulo de sedimentos formam lagos em semicírculos e de meia lua, ou de ferradura, muito comuns na região Amazônica. A bacia Amazônica também apresenta um intrincado sistema de canais e furos que ligam entre si rios e pequenos cursos d’água – são os igarapés que podem mudar conforme mudem os cursos dos rios durantes as forte cheias.
O trabalho erosivo dos rios de grande porte como o Amazonas, produz o fenômeno das “terras caídas”, ou seja, ocorre o desprendimento de grandes blocos de terra das suas margens; a correnteza carrega então pequenas “ilhas flutuantes” por km, que acabam por se dissolver. Os sedimentos carregados pelos rios vão formar outras paisagens na sua foz e apresentar deltas com ilhas, praias, restingas, tômbolos, etc. Em rios com uma foz larga, exposta a ação do mar, como na saída do rio Amazonas ao norte da ilha de Marajó, ocorre o fenômeno da pororoca, ou seja, o encontro das águas da maré subindo e fazendo com que o rio volte por km de distância, provocando ondas e grande ruido. Grande parte do material transportado pelos rios é lançada no mar. Calcula-se em 8 milhões de ton/dia de perda continental devido a ação erosiva que modela o relevo.



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