Eu Sou o Número Quatro - Crítica
(Bruno Mendes)
Direção: D.J. Caruso
Roteiro: Alfred Gough, Miles Millar, Marti Noxon
Elenco: Alex Pettyfer, Timothy Olyphant, Teresa Palmer, Dianna Agron, Kevin Durand, Callan McAuliffe
Na nova produção da Walt Disney, o embate entre alienígenas, e o fato de o núcleo central da história ser formado por personagens ‘perseguidos ou esquecidos’ no contexto social, o bullying é apresentado de forma real e também de maneira alegórica.
Eu Sou o Número Quatro, baseado no livro I Am Number Four, de Jobie Hughes e James Frey, não é um filme sobre o assédio moral a jovens, então não se deve analisá-lo como um estudo sobre o bullying. No entanto, com personagens infantilizados e aspectos narrativos que lembram uma série da Nickelodeon, o longa é um passatempo esquecível com pinceladas fracas sobre um tema atual.
John Smith (Alex Pettyfer) é um alienígena do planeta Lorien, que fugiu para a Terra para se esconder dos Mogadorians. Três já foram mortos, e John é a próxima vítima. Ao refugiar-se na pequena cidade Paradise com seu guardião Henry (Timothy Olyphant), ele se apaixona por Sarah (Dianna Agron), uma garota bela e solitária, amante de fotografia, que “vê o mundo através de uma máquina”.
O filme tem ritmo ágil, com sucessivas cenas de ação. A belíssima tomada aérea da sequência de abertura, em uma floresta escura, que antecipa um ataque dos vilões Mogs, é bem realizada tecnicamente abrindo o filme com vigor. Não se pode dizer que o filme seja cansativo ou monótono e conquista, a princípio, a curiosidade do espectador.
Apesar do bom ritmo, o filme perde pontos com a previsibilidade do roteiro. Após chegar a Paradise, John matricula-se numa escola para manter-se próximo à rotina de pessoas “normais”. É nesse ponto que o longa derrapa, ao ilustrar de forma superficial e infantil os ‘duelos’ entre estudantes queridinhos e os ‘geeks’. Por exemplo, quando o valentão esbarra no garoto magrinho contra o armário de metal, o derruba e após alguns instantes arremessa uma bola de baseball contra ele. Isso incomoda, pois os personagens não são mais crianças, mas o roteiro os infantiliza ao extremo.
O paralelo entre a “vilania” na Terra e os tais Mogs, tem seus méritos. Os extraterrestres de Mogadorians surgem como ‘valentões caricatos’, sem um pingo de remorso e se equivalem em termos físicos aos brutamontes que perseguem pobre indefesos nos colégios. O herói John, por outro lado, representa o típico galã, corajoso, romântico e ético, simbolizando o ideal altruísta de um personagem da Disney. Em alguns aspectos lembra o vampiro Edward Cullen.
Repleto de ação, humor inocente e romance, embalado por uma trilha sonora que almeja deixar os olhos do espectador lacrimejando, Eu Sou o Número Quatro é tudo aquilo que já foi feito, e ainda se faz em séries televisivas ou em enlatados que passam pela enésima vez na Sessão da Tarde.
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