Dislexia
(Isabel Andrea)
Falar sobre dislexia é sempre uma abordagem que necessita aprofundamentos sistemáticos como tudo aquilo que se investiga. O que é importante frizar é que os profissionais de educação devem ter formação suficiente e sempre acrescentada face ao quadro de uma criança dislexica, pois exige uma mudança no trato pedagógico em cada caso.Por isso quando vemos uma criança que tem uma forma particular de prceber o mundo, de interpretar os sinais e as suas relações, tem que se ter em conta que o importante é compreender-se que eles aprendem, mas de maneira diferente.Estas crianças processam a informação dando prioridade a outros canais; o seja, o pensamento, que nelas é mais visual que verbal, portanto ao confrontar-se com as lecto-escrita (mundo de simbolos e sons), ela realiza imensos esforços porque não possuem as habilidades necessárias para esse fim.
Assim é bom tomar nota dos seguintes sintomas que a criança dislexica pode apresentar:
. Antecedentes familiares destes transtornos
. Inicio tardia e dificuldades na linguagem
. Falhas na discriminação e/ou pronunciação de palavras acusticamente semelhantes
. Falhas de memória de séries verbais (cores, números, etc.)
. Respostas variáveis a mensagens de vocabulário espacial
. Variabibilidae no rendimento escolar
. Notável esforço para organizar sequências
. Dificuldades em descobrir, propor e aprender pequenos textos tipicos de idades precoces.
Muitas vezes os educadores atribuem a falta de interesse, meio familiar negativo, falta de capacidade intelectual, trsnstornos audiitivos e/ou visuais, descuido, falta de atenção e até falta de vontade. Estas são constatações que vão justificando os erros, mas que afastam o educador da possibilidade de actuar correctamente.
No entanto existem nestas crianças vantagens e habilidades que irão permitir ao educador e a possiveis terapautas fazer os ajustes que as crianças disléxicas requerem para atender às suas necessidades educativas, como as que se seguem:
. É normalmente mais rápido no pensamento em imagens que no verbal.
. É mais claro e amplo uma vez que normalmente expressa mais que uma palavra.(nessas imagens)
Nas aprendizagens experimentais:
. É mais eficaz no dominio das habilidaes
. Visualizam fácilmente um projecto antes de iniciá-lo
. São mais intuitivos prescindindo aos passos convencionais para chegar a um resultado
. São mais curiosos e usam todos os sentidos.
. Pensam mais rápido
O que fazer sempre:
. Pais, educadores e terapeutas devem fazer a criança sentir que a querem ajudar.
. Dar oportunidades para que participe e pergunte
. Reforçar as frases e ensinamentos com desenhos, fotos (desenhar o que se deve fazer)
. Favorecer a tradução da informação verbal à sua forma de processamento em imagens.
. Utilizar recursos alternativos que permitam aprender à sua maneira: gravadores, calculadoras, pictogramas, computadores, etc...
. Pôr ênfase em tópicos como a consciência corporal, noções espaciais, análise e síntese vidual, coordenação visual, noções sensorio-perceptivas (forma, tamanho e cor), treino auditivo, memória visual, movimentos gráficos e preparação para o inicio da lecto-escrita.
. Avaliar os seus progressos acentuando as mudanças operadas e os objectivos alcançados.
. Devem ser procuradas orientações para um tratamento interdisciplinar com o propósito de realizar acções de : Prevenção, Diagnóstico e Compensação.
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