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Tarântula
(Alexandre Koball)

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Tarântula é  um daqueles filmes de terror e ficção científica da década de 1950, feitos unicamente para assustar as  platéias com seus efeitos mal realizados e roteiros baratíssimos. É um “filme B” declarado. Fugindo um pouco do tema das naves espaciais (que dominou o estilo naquela década). Pelo título fica fácil adivinhar do que se trata: uma aranha gigante, resultado de um experimento mal-sucedido que acaba fugindo do laboratório em que foi criada, para o azar de uma comunidade no meio do nada nos Estados Unidos.
A grande diversão é acompanhar as cenas envolvendo a aranha. Há outros bichos que sofreram mutações como ratos, coelhos e cobras, mas o ponto alto mesmo é a aranhona, cujo tamanho chega a aproximadamente um prédio de quatro andares. Para as cenas, uma aranha de verdade foi utilizada. O resultado final acaba sendo muito mais interessante que as aranhas do século XXI, produzidas em computação gráfica.
Em termos de história pouco há para contar. O medo de aranhas é um fenômeno bem comum, então o filme de Jack Arnold praticamente vende-se sozinho. O roteiro não faz muito para ajudar: personagens fracos e sem profundidade alguma – um deles do sexo feminino (a lindíssima Mara Corday), sendo alvo dos galanteios baratos do protagonista. Isso também era bem comum ao estilo, mas ao contrário de problemas com os efeitos especiais ou de ação, essa falta de qualidade nos personagens humanos acaba, de certa forma, atrapalhando bastante a diversão, pois quando são só eles que estão em cena o filme se arrasta em situações óbvias e sem fim.
A ação de Tarântula começa a partir de sua metade, mesmo assim de forma lenta. Mas culmina em um clímax muito divertido, com a ameaça de toda uma cidadezinha pela aranha, que nesse momento já tem estatura colossal. Ela é perseguida por jatos com explosivos, e aí vem outra curiosidade do filme: o líder do esquadrão é interpretado por Clint Eastwood, em um dos primeiros trabalhos de sua carreira, na época com 25 anos apenas. Sob a máscara, dentro do cockpit de seu jato, é praticamente impossível ver a face do ator (tanto que seu nome sequer está creditado).
Há filmes muito melhores, mais divertidos e tensos sobre aranhas assassinas, mesmo assim Tarântula vale como curiosidade para quem é apaixonado por filmes B. Tem boas doses de cenas bizarras, o suficiente para deixar um espectador desse tipo atento até seu final, que é especialmente interessante. Diverte pelos efeitos especiais positivamente medonhos, mas fora isso há muito pouco o que se aproveitar. 
 



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