Extrativistas morrem em defesa da terra
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Pistoleiros saem do mato com armas de grosso calibre. Os tiros começam a surgir. Cada bala com um destino certo. As vítimas, um casal de agricultores que foram mortos friamente por defenderem um espaço que vem sendo dizimado por contrabandistas, fazendeiros e bandidos travestidos de empresários.
O casal de extrativista lutava na região do Pará contra o contrabando de madeira. João Cláudio era considerado o sucessor de Chico Mendes, também assassinado em 1988 pela luta na defesa da Amazônia. A morte de Cláudio e Maria, possivelmente encomendada por contrabandistas, deixou mais uma vez as autoridades em alerta, apesar de não ser o primeiro caso no Estado.
Outra morte de grande repercussão no Pará foi o assassinato da missionária Dorothy Stang, em 2005. Dorothy ajudava os camponeses nas áreas mais pobres da região Amazônica e lutava contra a grilagem de terra no estado.
Ainda segundo relatos da comissão da Pastoral da Terra (CPT), entre 2000 e 2011, 42 camponeses ameaçados de morte foram assassinados e outros 30 sofreram tentativas. Os Estados do Pará e Amazonas estão na frente com maior número de ameaças.
Agora, o governo tenta dar um novo desfecho para tantas histórias trágicas e violentas, e criou o grupo interministerial para combater a violência agrária. O objetivo será o de investigar a morte de ativistas e tomar medidas para evitar novos casos. Que outra realidade seja construída e desfechos mais felizes possam ser vistos.
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