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Cacilda Becker - Um Mito do Teatro Brasileiro
(algosobre.com)

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Cacilda Becker Yáconis nasceu em Pirassununga/SP no dia 06 de Abril de 1921. Quando seus pais se separaram, ela e as irmãs Cleide e Dirce ficaram com a mãe. Foram morar em Santos, onde Cacilda se formou professora, apesar dos parcos recursos familiares. Mudou-se, então, para São Paulo e foi trabalhar como escriturária.
Fez rádio-teatro para sobreviver, mas era no palco que ela mostrava seu extraordinário talento. Entrou para o Grupo Universitário de Teatro, e participou de três montagens: "Auto da Barca do Inferno", de Gil Vicente; "Irmãos das Almas", de Martins Pena e "Pequeno Serviço em Casa de Casal", de Mario Neme.
Cacilda começou no teatro paulista como atriz amadora e se profissionalizou em 1948 por um acaso da sorte. A atriz Nydia Lícia recusou um papel na peça "Mulher do Próximo", de Abílio Pereira de Almeida,  para não ter que beijar nem dizer "amante" em cena, o que poderia lhe custar o emprego numa importante loja. Cacilda  a substituiu, mas exigiu ser contratada como profissional. A partir daí não mais parou de atuar e passou também a lecionar interpretação na recém inaugurada Escola de Arte Dramática de São Paulo (EAD).
Em pouco tempo se tornou a primeira atriz do TBC. Entre os principais trabalhos dessa fase estão "Seis Personagens à Procura de um Autor", de Luigi Pirandello; "Anjo de Pedra", de Tennessee Williams, e "Antígona", de Sófocles e de Anouilh. A partir de 1955 o TBC entrou em declínio. Os diretores italianos que o fundaram regressaram à Europa, enquanto os atores mais famosos abriram suas próprias companhias. Cacilda fundou a sua, ao lado dos atores Walmor Chagas, seu marido, de Ziembinski, e de sua irmã Cleide Yáconis que também iniciara carreira no TBC . O grupo encenou peças como "Longa Jornada Noite Adentro", de Eugene O'Neill, e "A Visita da Velha Senhora", de Durrenmatt. Atuou ainda em "Quem Tem Medo de Virgínia Woolf", de Albee, sendo especialmente lembrada por sua "Maria Stuart", de Johann Schiller.
Durante o  Governo de Abreu Sodré, Cacilda assumiu a Presidência da Comissão Estadual de Teatro em 1968. Em sua gestão, fez grandes conquistas e participou ativamente da luta contra a ditadura. Sua frágil aparência contrastava com a garra com que defendia seus ideais, seus amigos e o teatro.
Voltou a representar, sob a direção de Flávio Rangel, o vagabundo Estragon de "Esperando Godot", de Samuel Beckett, ao lado de Walmor Chagas e de seu filho Luís Carlos Martins, que estreava no teatro. Foi durante uma encenação desse espetáculo em 6 de maio de 1969 que Cacilda sofreu um derrame cerebral e foi levada para o hospital, ainda com as roupas de seu personagem. Morreu após 38 dias de coma e foi sepultada no Cemitério do Araçá, com a presença de uma multidão de admiradores.
Em 30 anos de carreira, Cacilda encenou 68 peças, no Rio de Janeiro e em São Paulo; fez dois filmes (Luz dos Seus Olhos em 1947 e Floradas na Serra, em 1954) e uma telenovela (Ciúmes, em 1966), na TV Tupi além de outras participações na televisão.
 
 



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