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Sabotagem no Programa Nuclear Iraniano
(KADU)

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A guerra é
secreta, suja e envolve tecnologia aliada a assassinatos seletivos. Como as
sanções impostas pela comunidade internacional não reverteram a euforia do Irã
em relação a seu programa nuclear, inimigos do regime do presidente Mahmud
Ahmadineja d têm apelado para métodos nada ortodoxos e criminosos.

Nos últimos
dois anos, 04 cientistas nucleares morreram em circunstâncias misteriosas . A
vítima mais recente foi o engenheiro químico Mostafa Ahmadi-Roshan,
vice-diretor de marketing da central de processamento de urânio de Natanz. Um
motociclista foi visto acoplando uma bomba magnética à porta do Peugeot 405 de
Ahmadi-Roshan, em 11 de janeiro passado. Menos de dois meses antes, uma
explosão havia sacudido a usina de conversão de urânio de Isfahan — 340km ao
sul de Teerã.

No campo
virtual, o worm de computador Stuxnet também representou um duro golpe para o
programa nuclear iraniano. De acordo com o neoconservador Michael Arthur Ledeen,
ex-conselheiro especial do secretário de Estado norte-americano Alexander Haig
(1981-1982) e autor de The iranian time bomb (A bomba-relógio iraniana), o
Stuxnet modificou a velocidade de operação das centrífugas, responsáveis pela
separação das moléculas mais leves de urânio.

O
Stuxnet precisaria ser instalado fisicamente nos computadores iranianos, então,
logicamente, algum agente teria que ter usado um pendrive para inocular o worm
no sistema.

O iraniano Ali
Alfoneh, especialista do American Enterprise Institute (em Washington), vê com
desconfiança esse comportamento de Israel. "As autoridades israelenses têm
expressado abertamente sua alegria com qualquer ato capaz de atrasar o programa nuclear de Teerã , ainda que
não admita envolvimento na sabotagem", afirma ao Correio. "Essa dualidade
pode indicar que Israel esteja por trás
de tais ações. No entanto, o programa atômico iraniano não tem muitos amigos,
e a maior parte dos atores regionais gostaria de testemunhar seu
fracasso", lembra.

Ali Alfoneh
acredita que qualquer grande ator regional pode estar apoiando, ativa ou
passivamente, atos subversivos contra o Irã. Segundo ele, não bastassem os
assassinatos de colegas, os cientistas nucleares têm se sentido desestimulados a cooperar com
o programa nuclear, ante as pesadas sanções impostas pela comunidade internacional
— que tiveram impacto na importação de hardwares para as usinas atômicas.
"Fereydoon Abbasi, chefe da Organização
de Energia Atômica do Irã, tem admitido abertamente que alguns cientistas
temem perder seus "contatos internacionais"", explicou o
especialista iraniano.

Há quem
acredite que o inimigo dos cientistas iranianos seja seu próprio governo. Uma
das mais renomadas ativistas de direitos
humanos persas , a advogada Lily Mazahery disse ao Correio ter conhecimento
sobre a existência de especialistas ávidos pela deserção. "Se as
autoridades descobrem que essas pessoas buscam ajuda no exterior para abandonar
o Irã, isso já seria um motivo substancial para sua execução", afirma. Ela
também não descarta que Teerã utilize os assassinatos como uma poderosa ferramenta de propaganda, uma forma de
culpar israelenses, americanos e britânicos pelos assassinatos. "Isso não
quer dizer que alguns dos incidentes não tenham sido orquestrados por forças externas",
emenda.

A iraniana não
tem dúvidas das ambições nucleares de seu país natal e teme suas consequências.
Na opinião dela, o Irã deseja se firmar como uma superpotência do Oriente
Médio, e as armas atômicas teriam um
papel de dissuasão nesse processo. "Se eles conseguirem ogivas nucleares, poderão fornecê-las a
grupos terroristas , com ideologias
radicais e de ódio em relação ao Ocidente", alerta Lily



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