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Tarsila do Amaral
(Sites Internet)

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Tarsila do Amaral foi uma das mais importantes pintoras brasileiras do movimento modernista. Filha de José
Estanislau do Amaral e Lydia Dias do Amaral, viveu a infância nas
fazendas de seu pai. Estudou em
São Paulo, no Colégio Sion e depois em Barcelona, na Espanha,
onde fez seu primeiro quadro, 'Sagrado Coração de Jesus', 1904. Voltou ao Brasil,
casou-se com André Teixeira Pinto, com quem teve uma filha, Dulce. Ela Nasceu em 1886, em Capivari, São Paulo.



Tarsila se separou depois e
então iniciou seus estudos em arte. em escultura, com Zadig, passando a ter
aulas de desenho e pintura no ateliê de Pedro Alexandrino em 1918, onde
conheceu Anita Malfatti. Em 1920, foi estudar em Paris, na Académie Julien e
com Émile Renard. Ficou lá até junho de 1922 e soube da Semana de Arte Moderna,
através das cartas da amiga Anita Malfatti. Quando voltou ao Brasil, Anita a
introduziu no grupo modernista e Tarsila começou a namorar o escritor Oswald de
Andrade. Formaram o grupo dos cinco: Tarsila, Anita, Oswald, o também escritor
Mário de Andrade e Menotti Del Picchia. Agitaram culturalmente São Paulo com
reuniões, festas, conferências. Em 1922, voltou a Paris e Oswald
foi encontrá-la.

Em 1923, encontrava-se em Paris acompanhada de Oswald. Conheceram o poeta
franco suíço Blaise Cendrars, que apresentou toda a intelectualidade parisiense
para eles. Então, ela estudou com o mestre cubista Fernand Léger e pintou em
seu ateliê, a tela 'A Negra'. Léger ficou entusiasmado e até chamou os outros
alunos para ver o quadro. A figura da Negra tinha muita ligação com sua
infância. Com esta tela, Tarsila entrou para a estória da arte moderna
brasileira. A artista estudou também com Lhote e Gleizes, outros mestres
cubistas. Cendrars também apresentou a Tarsila pintores como Picasso,
escultores como Brancusi, músicos como Stravinsky e Eric Satie. E ficou amiga
dos brasileiros que estavam lá, como o compositor Villa Lobos, o pintor Di
Cavalcanti, e os mecenas Paulo Prado e Olívia Guedes Penteado.

Tarsila oferecia almoços bem brasileiros em seu ateliê, servindo feijoada e
caipirinha. E era convidada para jantares na casa de personalidades da época,
como o milionário Rolf de Maré. Além de linda, vestia-se com os melhores
costureiros da época, como Poiret e Patou. Em uma homenagem a Santos Dumont,
usou uma capa vermelha que foi eternizada por ela no auto-retrato 'Manteau
Rouge', de 1923.



Em 1924, Blaise Cendrars veio ao Brasil e um grupo de modernistas passou com
ele o Carnaval no Rio de Janeiro e a Semana Santa nas cidades históricas de
Minas Gerais. No grupo estavam além de Tarsila, Oswald, Dona Olívia Guedes
Penteado, Mário de Andrade, dentre outros. Tarsila disse que foi em Minas que
ela viu as cores que gostava desde sua infância, mas que seus mestres diziam
que eram caipiras e ela não devia usar em seus quadros. Mas, essas cores fortes
tornaram-se a marca de sua obra, bem como a temática brasileira, paisagens
rurais e urbanas, fauna, flora e folclore. Ffase de sua obra chamada de Pau
Brasil, com quadros maravilhosos como 'Carnaval em Madureira', 'Morro da
Favela', 'EFCB', 'O Mamoeiro', 'São Paulo', 'O Pescador', etc.



Em 1926, houve sua primeira Exposição individual em Paris, com uma crítica
bem favorável. Casou-se com Oswald ( havia anulado o seu primeiro
casamento). Em janeiro de 1928, Tarsila queria dar um presente de aniversário
especial ao seu marido, pintou o 'Abaporu'. Quando Oswald viu, ficou
impressionado e disse que era o melhor quadro que Tarsila já havia feito.
Chamou o amigo e escritor Raul Bopp, que também achou o quadro maravilhoso.
Eles acharam que parecia uma figura indígena, antropófaga, e batizou-se o
quadro de Abaporu. E Oswald escreveu o Manifesto Antropófago e fundaram o
Movimento Antropofágico. A figura do Abaporu simbolizou o Movimento que queria
deglutir, engolir, a cultura européia, que era a vigente, e transformá-la em
algo bem brasileiro.



Outros quadros desta fase Antropofágica: 'Sol Poente', 'A Lua', 'Cartão
Postal', 'O Lago', 'Antropofagia', etc. Nesta fase ela usou bichos e paisagens
imaginárias, além das cores fortes. Tarsila contou que o Abaporu era uma imagem
do seu inconsciente, e tinha a ver com as estórias de monstros que as negras
contavam para ela na infância. Em 1929, fez sua primeira Exposição Individual
no Brasil, e a crítica dividiu-se, pois muitas pessoas ainda não entendiam sua
arte. Veio a crise da bolsa de Nova Iorque e a crise do café no Brasil, e assim
a realidade de Tarsila mudou. Seu pai perdeu muito dinheiro, teve as fazendas
hipotecadas e ela teve que trabalhar. Separou-se de Oswald.



Em 1931, outro namorado, o médico comunista Osório Cesar, Tarsila expôs em Moscou. Ela
sensibilizou-se com a causa operária e foi presa por participar de reuniões no
Partido Comunista Brasileiro com o namorado. Depois, nunca mais se envolveu com
política. Em 1933 pintou a tela 'Operários'. Desta fase Social, tem também a
tela 'Segunda Classe'. A temática triste da fase social durou pouco.
Terminou o namoro com Osório, e depois, Tarsila uniu-se com o escritor Luís Martins.
Ela trabalhou como colunista nos Diários Associados por muitos anos, do seu
amigo Assis Chateaubriand. Voltou em 1950 com a temática Pau Brasil.

Tarsila participou da I Bienal de São Paulo em 1951, teve sala especial na
VII Bienal de São Paulo, e participou da Bienal de Veneza em 1964. Em 1969, a mestra em história
da arte e curadora Aracy Amaral realizou a Exposição, 'Tarsila 50 anos de
pintura'.Tarsila do Amaral faleceu na
cidade de São Paulo em 17 de janeiro de 1973. A grandiosidade e a
importância de seu trabalho artístico a
tornou uma das grandes figuras artísticas brasileiras de todos os
tempos.



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