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Está faltando um "mensalão" para Dilma
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Expressando
o senso comum, me pergunto se não teria sido para uma situação como a atual que
o governo injetou tanto dinheiro subsidiado na indústria do Etanol? Se o litro
do Etanol estivesse em torno de R$ 1,40 / R$ 1,50 (que é o máximo que vale, com
imposto e o diabo a quatro), a Petrobras poderia corrigir o preço da
gasolina com a paridade do dólar, já que se trata de uma commoditie, sem nenhum
efeito psicológico sobre os preços em geral. Se o alto subsídio dado aos usineiros do
álcool de cana não teve finalidade estratégica, então qual foi a finalidade?
Tornar os usineiros paulistas ainda mais milionários para que banquem as
campanhas de políticos do DEMO/PSDB, como sempre fizeram?



A alta dos
combustíveis têm efeito psicológico fortíssimo na população, e o setor de
combustíveis tem atuação semelhante a de quadrilha organizada (senso comum,
insisto). Donos de postos contam abertamente aos consumidores que certos
governos de estados, em época de campanha principalmente, liberam a
fiscalização para que as fraudes fiscais ocorram de enxurrada. Quem resiste,
quebra. O setor atua com preços visivelmente combinados. As fraudes na
quantidade e na qualidade do combustível vendido ao consumidor, após o festival
costumeiro da mídia de espetáculo, ficam por isso mesmo. O nível rasteiro dos
picaretas que atuam nesse setor se revela no "marketing" de fundo de
quintal de seus preços expressos em três casas depois da vírgula (R$ 2,999).
Promotores públicos, delegados, juízes temem essa gente, capaz de assassinar
autoridades que os ameaçam em plena luz do dia, como ocorreu no centro de Belo
Horizonte há poucos anos. Não estaria na hora do governo botar ordem
nesse setor? E por que não se pode e deve tabelar os preços dos combustíveis,
já que o próprio setor provou que o argumento da competição livre não produziu
preços competitivos?



Governos
ingênuos ou pusilânimes são piores do que governos corruptos, porque
desmoralizam a honradez e abrem espaço para o retorno triunfal dos corruptos de
resultados (lembrando que o prefeito Saturnino Braga entrou para a história do
Rio de Janeiro como aquele que desmoralizou a honestidade).



Outra coisa
que o senso comum não engole: quem está colocando no bolso os ganhos da redução
da taxa Selic (parte é o governo, mas o governo somos todos) e dos juros
bancários para operações de capital de giro e financiamento de médio e longo
prazos? A indústria, o comércio, os serviços estão se apropriando desse valor,
sem o mínimo repasse aos preços finais? E agora vão aumentar esses ganhos, sem
nenhum retorno aos pagadores de impostos (pessoas jurídicas são meramente
repassadoras de impostos cobrados dos consumidores), com a redução da energia
elétrica.



Parece que
o governo Dilma está precisando sofrer uma chacoalhada, como ocorreu com o
governo Lula em 2004/2005, para despertar e agir. Não fosse o
"mensalão" ter tirado o governo Lula da sua zona de conforto e talvez
o "nuncadantes" tivesse repetido o "fracasso medíocre" que
foi a segunda administração de FHC. Dilma tem que decidir entre os que querem
mudar o país (sem jogar a criança fora com a água do banho) e aqueles que apenas
querem mudar de classe.



Em resumo,
isso tudo é senso comum, apenas. Mas não dá pra esquecer que foi o senso comum
de Lula que fez do tsunami uma marolinha em 2008.



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