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K-PAX - O caminho da luz
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A principal questão que este drama de 120 minutos coloca é se um tratamento de
psicose deve chegar às últimas consequências, mesmo quando é posto em xeque o
sucesso terapêutico para o paciente. No filme, Prot (Kevin Spacey) diz que veio do planeta
K-PAX e espanta os melhores cientistas norte-americanos, mostrando-lhes a
galáxia de onde veio, por meio de um desenho no computador, com riqueza de
detalhes e segredos que só a cúpula mundial da astrofísica conhece.

Obstinado, o psiquiatra Marc Powell (Jeff Bridges) responsabiliza-se pela estratégia de tratamento de Prot, que é internado
involuntariamente em uma instituição psiquiátrica municipal. Para saber quem é
Prot, afinal, Marc Powell faz as vezes de detetive e acaba descobrindo a
identidade de Robert Poter, cujo trauma o fez virar Prot e se proteger de tudo
e de todos da Terra, se exilando no planeta K-PAX. Lá, os laços são
fraternos - não de sangue. Não existe
família, uns cuidam dos outros, é o mais alto grau de ética que a humanidade
jamais alcançará. Porque K-PAX só existe mesmo no delírio que Robert Poter
forjou a Prot.



O problema é que o médico parece não pensar na hipótese de
que, em contato com o real insuportável (que começa por reconhecer seu próprio
nome), o paciente pode perder tudo. Prot tinha alegria de viver, interagia com
os demais, criava situações que até melhoravam a vida dos internados no
sanatório. Podia sair às ruas, era pacífico, se virava no mundo, mesmo com a
cabeça em K-PAX e os pés na Terra.



O retorno ao real do trauma o colocou num estado de
catatonia em que nem andar mais era possível. Ele estava em uma cadeira de
rodas, empurrada pelo médico, no passeio ao ar livre. Perdeu a sua liberdade, o
seu desejo de retornar a K-PAX, e voltou ao não-desejo de continuar existindo
na Terra. Será que a investigação e revelação do passado, o retorno do trauma
para um psicótico é sempre a solução? Ou apenas trazer o paciente à realidade do
cotidiano, em que para ter liberdade é preciso responsabilizar-se pelos seus
atos, seria suficiente?



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