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Menina Morta Viva
(Elizabeth Scott)

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Living Dead Girl é um livro de Elizabeth Scott, aqui no Brasil tem a tradução de Menina morta-viva e já está disponível para venda. É uma leitura pesada, crua, real, o estilo de escrita que mais aprecio, porque me faz sentir, e quando se trata de livros e histórias acredito que os melhores livros são aqueles que mexem conosco, seja da forma engraçada, triste, etc. E foi isso que aconteceu com esse livro. Primeiro temos um tema tabu, embora recorrente infelizmente na nossa realidade, que é a pedofilia, é um tema que pode ser muito explorado e não serve apenas como informação, mas como ensino pois pedofilia não é um vampiro ou uma bruxa, ela é real e provavelmente está mais perto do que você imagina. A história é narrada por Alice (que na verdade não é o nome dela, mas não vem ao caso) que é uma adolescente de 15 anos que havia sido raptada aos 10 anos e vivia desde então com seu sequestrador que a estuprava e a feria psicologicamente e fisicamente todos os dias.A escrita são como os pensamentos dela, e como alguém que foi violado desde criança você pode imaginar que não é algo bonito, seus sentimentos se confundem e em alguns momentos não deixei de pensar que a maldade parece uma doença, ela já estava com seus pensamentos tão confusos que muitas vezes chegava a ter algumas características e pensamentos do seu próprio sequestrador, que por sua vez, era um homem muito perturbado havia sido também molestado e ferido quando criança, dava para sentir a maldade dele, como se ele fosse apenas isso e cada vez que estuprava Alice, ele passava um pouco disso para ela e ela sabia isso, sentia isso e também confessava seus sentimentos sombrios, como o de ajudar a capturar outra garotinha para seu sequestrador para que ele estuprasse essa garotinha em vez dela. Embora ela sentisse o mal e como estava ferida psicologicamente e mesmo com tanta tristeza e maldade no livro, ela consegue fazer sua escolha (que eu contaria aqui mas daí vou acabar contando um dos principais fatos do livro). Não é um livro longo, na verdade esse foi um ponto que não gostei, os capítulos são pequenos e enquanto alguns momentos são descritos com detalhes outros são meramente mencionados. Alguns fatos são repetitivos, mas não é algo que eu critique exatamente já que uma menina perturbada iria ter pensamentos conturbados e repetitivos também, uma narrativa perfeita estragaria o tom real do livro. Foi um dos melhores livros que li, vocês podem achar estranho o fato de um livro tão pesado me agradar, mas não é isso, é a narrativa, os sentimentos, a realidade. Não existe fantasias, não existe romances nem finais perfeitos, apenas a realidade confusa de uma menina machucada. É o tipo de livro que te tira do seu mundo e transporta para os sentimentos do protagonista, a maioria não gosta disso, já eu é uma das coisas que mais valorizo nos livros, o fato de me fazer sentir o drama, ou a piada ou a tristeza, não importa, apenas que me faça sentir.



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