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Espiritualidade - Blogagem Coletiva
(Ana Carolina Paiva dos Santos)

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Fui criada no seio de uma família
católica que se inspira nos ensinamentos kardecistas e no caso dos
parentes de meu pai,praticam ou pelo menos tentam praticar a doutrina
ubamdística. Por imposição da família fui obrigada a participar das
aulas de catecismo e consequentemente a fazer a comunhão.Confesso a
vocês que eu não estava nem um pouco animada com a idéia mas mesmo assim
lá fui eu,porquê apesar dos pesares,eu sentia que tinha uma ligação
muito forte com o SAGRADO.Dia destes eu até estava comenteando na postagem da
Karla Hack no Antes que Ordinárias que existem duas personagens em
conflito dentro de mim,uma criatura que acima de tudo crê com fervor,que
não quer desapontar,que tenta fazer o que as normas vigentes mandam e
que se sente culpada por não cumprir as expectativas e outra que é pura
selvageria e êxtase,há um universo dentro de seu corpo e para expandir
essa força interior,ela precisar,dançar,rir,se contorcer até não ter
mais fôlego,pura manifestação do sobrenatural sagrado.Por ser assim é que eu prefiro não
seguir religião nenhuma apesar de acatar o sagrado.Eu sempre terei o
mesmo tipo de comportamento seja em qual for a religião que eu professar
e é óbvio que não estarei blasfemando contra Deus e os que pregam em
nome dele,seja lá qual for o nome dele conforme for a religião
professada,esta sou eu e realmente fico por conta ,com tentativas de
conversão do tipo Deus me falou agora que você tem que fazer assim e
assado para não queimar no Inferno.Você é despirocada e inconstante,vai
pro Inferno,não gosto da sua cara,vai pro Inferno e assim vai,e fala-se
muito do capiroto que estava de inocente na conversa porque não estava
ali presente para ouvi-la. Muitas pessoas se irritam com essa patrulha
moral principalmente quando há hipocrisia no meio,mas como todos sabem,o
ser humano é essencialmente falho,até mesmo aquele que quer consertar
as falhas alheias.

Não estou apontando grupo A ou
B,pessoas são pessoas e nunca se sabe o que há no coração delas,aliás
nem o que se vai ao estômago,porque cada vez mais vemos esses crimes
hediondos de se alimentar com a cara alheia que estão aumentando cada
vez mais...Só o sagrado nessa hora mesmo,viu!Não sou atéia nem tampouco
religiosa. E com esse perfil vim parar logo onde? Meu marido é
evangélico ferrenho! Armou-se o circo ideológico!
Eu sempre fui uma criatura
questionadora,por isso não entendia nada quando minha família
dizia que eu era maluca,isso e aquilo,só porque ampliei minha rede de
estudos e passei a decifrar o passado étnico-cultural de nossa
famíla,que em sua essência é composta por
indígenas,portugueses,ciganos,judeus e nos confins mais
logínquos,árabes,ou como a minha bisavó dizia,os mouros.

Como eles diziam isto se eles eram a
grosso modo católicos-espíritas-macumbeiros? Será que eles não
observavam que as suas práticas eram sincréticas e não havia a tal da
pureza simples do era assim "desde o começo" e acabou? O mesmo
comportamento,eu observava em colegas de colégio que diziam que tinham
nojo de macumbeiros e coisas afins,mas que se observássemos bem cantavam
músicas que aos seus olhos não tinham nada demais como um dos muitos
pagodes do Zeca Pagodinho ou "sensualizavam" vendo rapazes de torço nu
jogando capoeira entre outras coisas,como se nada daquilo pertencesse às
terras dos orixás,e que chegaram aqui através dos escravos,que
devotavam-se a eles,[os orixás],assim como elas à igreja cristã, e a
maioria delas eram descendentes de negros.

Como podem as pessoas odiar aquilo
que elas não tem conhecimento,ainda mais se tem a ver com a sua própria
existência?Como já aceitam assim a realidade sem nem mesmo questionar se
existem outras? Como podem odiar suas próprias raízes? Que contradição! Fico mais
confusa,porque eu própria sou contraditória,como eu poderia resolver
isto?





Eu cheguei à conclusão de que a maioria das religiões tendem a ser
benéficas em suas intenções,o que as desvirtua são os seus seguidores. É
natural,que cada uma delas,que cada cultura julgue-se a melhor,a
preferida,a única,isto se chama etnocentrismo e o mesmo acontece com as
religiões,mas é muito difícil estabelecer qual a mais verdadeira,a mais
pura e a mais sagrada,pois todas julgam falar a Verdade das verdades.
Putz,a nível filosófico já é dificílimo compreender a questão,que dirá a
nível psicológico!

Geralmente debates com o tema
religião acabam por vezes caindo na armadilha das afirmações
sofismáticas, o que quer dizer que ambos os lados pensam dizer a
verdade,aliás a verdade é que até que eles estão mesmo falando uma
verdade,mas uma verdade relativa e para alcançar esta verdade parcial
pensando se tratar de uma verdade integral acabam utilizando
fatos,sentenças e argumentos que podem até combinar entre si mas que na
prática não resultam no que se esperava,que é algo perfeito,mas sim em
algo que se chama falácia culposa,quando não há intenção de mentir,mas
quando ver o que aconteceu,já foi,amigo!

Atualmente tenho observado um tipo
de disputa entre religiosos e ateus,para ver quem está mais certo,mais
errado,quem é mais sortudo,quem vai se dar mal sem sombra de dúvidas,e
eu acho isso péssimo. É por isso que eu não me meto nessas conversas e
nem adianta vir me questionar pelo que eu escrevi aqui!



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