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Eça De Queirós, Uma Vida
(Mercedes Penna Carvalho)

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José Maria Eça de Queirós é o primeiro romancista português. Primeiro na ironia, na força descritiva, na criação de tipos, no estilo. Sua linguagem é clara e concisa. Diz de maneira nova, coisas velhas, renovando a língua portuguesa. Em política era um liberal e, acima de tudo, um espectador. Nos retratos aparece sempre com seu tradicional monóculo que lhe dá ares de sarcasmo, um analisador profundo da vida e do Homem.
A IRONIA de Eça se assemelha à de Machado de Assis, só que o primeiro autor é claro, direto, enquanto Machado é reticente, hesitante, indeciso.
Os TIPOS criados por Eça de Queirós vivem e viverão para sempre na Literatura. Em O Primo Basílio, o Conselheiro Acácio anda sempre por aí, a dizer os seus juízos sentenciosos. Em Os Maias, João da Ega é, fisicamente, sua cópia perfeita, bem vestido e irreverente. Em As Cidades e as Serras, Jacinto de Tormes lembra muito o seu amigo brasileiro Eduardo Prado, rico e aristocrata. Em Os Maias, Damaso Salcede é a encarnação da velhacaria, da baixeza, da falta de escrúpulos.
A obra de Eça de Queirós pode ser dividida em três fases: a) O aprendiz de estilo, quando o autor procura dominar a língua e os temas. b) O combatente, quando o autor torna-se um incendiário, com temas explosivos. O Primo Basílio pertence a essa segunda fase. c) O professor de estilo, quando o autor já se sente esgotado e, ao mesmo tempo, otimista, encontra saídas para os seus problemas.
EÇA DE QUEIRÓS nasceu em Póvoa do Varzim, em 1845. Formou-se em Direito pela Universidade de Coimbra. Criou um grupo de novos e entusiastas, o Cenáculo. Em seguida, desiludido, criou o Grupo dos Vencidos da Vida (1885). Pertenceram ao grupo autores como Antero de Quental, Oliveira Martins, Guerra Junqueiro, Ramalho Ortigão, Jaime Batalha Reis. Além de autor, foi cônsul em Havana, New-Castle, Bristol e Paris. Morreu em 1900. No fim, viveu sossegada vida de burguês, escrevendo até sobre santos. E tornou-se eterno na Literatura.



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