Dona Flor E Seus Dois Maridos
(Jorge Amado)
Uma das mais hilariantes histórias desenvolvidas por esse magnifico escritor baiano e brasiliero: Jorge Amado. A história se passa na cidade de Salvador, e se inicia numa 3ª feira de carnaval, quando o malandro Vadinho, marido de Dona Flor, tem um ataque cardíaco no meio da rua, em plena folia e morre alí mesmo com um sorriso no rosto, como todo bom malandro sonha morrer: no meio da farra ! Dona Flor se conforma com sua viuvez e procura retomar sua vida simples e modesta. Para sobreviver, aproveitando seus dotes de excelente coziheira, inicia um curso de arte culinária. Dona Flor, porem não consegue esquecer o seu querido Vadinho, ela uma mulher fogosa e sensual, começa sentir muita falta das noites de amor que viveram... Uma noite Vadinho aparece diante de Dona Flor, totalmente nú, ela o aceita da forma mais natural possivel, sem se espantar com a presença do falecido....fazem um amor selvagem ali mesmo na sala.... -Vamo Flô, vamo vadiá !!!! diz o malandro com um sorriso sínico.... A partir daí as incursôes do malandro se tornam cada vez mais frequentes. Ninguem mais consegue ve-lo, somente Dona Flor percebe sua presença.....até mesmo nas suas aulas de culinária o malandro se mete, muitas vezes passando a mão no trazeiro das moças, que sentem o toque, mas nada veêm. Dona Flor se apavora e não sabe o que fazer. A noite, Vadinho percorre os cabaré de moda, o Bataclã, mexendo com todas as mulheres que conhecera em suas noites de boemia; sempre bem humorado, chega mesmo a colocar a bolinha da roleta no número que seu amigo havia jogado, fazendo com que o mesmo ganhasse um bom dinheiro no jogo. E sempre rindo das molecagens que aprontava seguia curtindo sua condição de fantasma alegre e sem responsabilidade. Com o decorrer do tempo as amigas e vizinhas de Dona Flor, começam a convence-la que ela era ainda muito jovem e que não deveria continuar sozinha... assim conseguem aproxima-la do Dr. Teodoro, próspero farmacêutico da cidade, um senhor de meia idade, com sólida posição social e financeira . Tanto fazem que Dona Flor e o Dr. Teodoro resolvem se casar. Na noite de núpcias, Dona Flor que estava acostumada com a irreverência de Vadinho, se vê totalmente tolhida pelas atitudes do novo marido, o qual se deita ao lado dela com um pijama totalmente fechado, um discreto olhar e um respeito ao qual ela não estava acostumada. Antes de qualquer coisa, apaga a luz, deixando apenas uma réstia de luz e assim mesmo, sem tirar qualquer peça de roupa, faz amor com a esposa cobertos pelo lençol.... a seguir, dá-lhe um casto beijo na testa e lhe desejando uma boa noite, vira-se para o lado e dorme. Dona Flor permanece calada, desapontada com a forma que o marido se coduzira no ato sexual....nesse momento ela ve Vadinho totalmente nú sentado sobre o guarda roupa, rindo a "bandeiras despregadas", do encontro amoroso que ela acabara de ter com o Dr. Teodoro,,,,,e ao mesmo tempo dizia, : - Minha Flô, é assim que voce vai fazer amor agora ? Vamos minha Flô, sua peludinha assim não vai mais ficar satifeita, vamo vadiá minha nega. E sem mais esperar, ali mesmo ao lado do Farmacêutico que dormia e roncava, Vadinho e Flor se entregam totalmente ao mais louco amor.... Dessa maneira Dona Flor, parece que conseguiu completar sua vida...de um lado um marido trabalhador, respeitador, que lhe dava a segurança de senhora casada, uma posição sólida dentro da sociedade;...e a noite na cama, ela recebia o espirito do malandro Vadinho, que sabia como ninguem leva-la aos píncaros da satifação carnal.....vadiando como ele dizia ...e assim até o final dos dias Dona.Flor sem que ninguem mais soubesse tinha seus dois maridos.
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