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São Bernardo
(GRACILIANO RAMOS)

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são bernardo graciliano ramos


gumento: 1. A ascensão Sentado na sala de jantar de sua residência, tendo ao lado o filho de cerca de três anos, Paulo Honório, fazendeiro nas imediações de Viçosa, estado de Alagoas, dedica-se à árdua tarefa de escrever sozinho a história de sua vida, pois as tentativas de fazê-lo com a ajuda de conhecidos seus haviam fracassado completamente devido tanto a divergências políticas como, em particular, de linguagem. Em vista de tais percalços, o fazendeiro decide executar ele próprio seu projeto de autobiografia e entra direto no assunto. Não tendo sequer conhecido seus pais, Paulo Honório pouco recorda de sua meninice, à parte o fato de ter sido guia de um cego que o maltratava e ter recebido a proteção da negra Margarida, uma velha que, na idade de aproximadamente 100 anos, ainda vive, residindo na própria fazenda. Aos 18 anos, já tendo trabalhado na enxada para vários patrões, em várias fazendas, aprendera a ler na cadeia, onde permanecera quatro anos em virtude de ter esfaqueado um rival na disputa por uma moça, que depois se tornaria prostituta. Ao ser libertado, resolvera concentrar todo seu esforço no objetivo de ganhar dinheiro, correndo o sertão atrás de negócios variados e, não raro, perigosos. Finalmente, cansado de tal vida, tomara a decisão de fixar-se no município de Viçosa, acalentando a intenção de adquirir a fazenda São Bernardo, onde havia trabalhado quando jovem. O proprietário da mesma, Salustiano Padilha, falecera há algum tempo, depois de não ter podido realizar seu sonho de dar ao filho, Luís, um diploma de doutor. Este, sem título nem vontade de trabalhar, entregara-se à bebida, ao jogo e à farra com mulheres, deixando a fazenda em completo abandono. Paulo Honório vai aos poucos cercando o infeliz herdeiro: empresta-lhe dinheiro, põe-lhe na cabeça projetos absurdos de modernização agrícola e termina por comprar-lhe a propriedade por um preço ínfimo. Imediatamente dá início ao seu próprio projeto de modernização da fazenda: constrói nova sede, planta mamona e algodão, planeja fazer empréstimos e, paralelamente, com a ajuda do fiel capanga Casimiro Lopes, liquida numa tocaia o vizinho Mendonça, que se recusava a devolver terras tomadas ao antigo dono. Não satisfeito com isto, Paulo Honório começa a aplicar o mesmo método de Mendonça e avança para além dos limites de São Bernardo, invadindo as terras do vizinho morto e de outros proprietários. Em conseqüência, perde dois de seus homens e ele próprio leva um tiro, que o atinge apenas de raspão. Nada, porém, o detém em sua fúria modernizadora: compra máquinas, introduz gado de raça, faz um açude, instala rede elétrica, constrói uma igreja e uma escola e envolve-se na política, chegando a receber a visita do governador do estado. E para professor contrata Luís Padilha, apesar das idéias socialistas e radicais que começara a apoiar logo depois de ter perdido a propriedade. Por outro lado, tendo sido informado de que a velha Margarida ainda vivia, residindo em lugar não muito distante, na região, manda buscá-la e a instala na fazenda. Senhora - romance sobre o casamento por interesse. Aurélia é abandonada pelo noivo, Fernando Seixas, que a troca pelo dote de 30 contos de Adelaide Amaral. Contudo, Aurélia recebe vultuosa herança e compra o antigo noivo por 100 contos, casando-se com ele. Aurélia vinga-se então de Fernando Seixas, tratando-o como um ser desprezível, mas o rapaz especula na bola e ganha o dinheiro para se resgatar. O desfecho é absolutamente convencional: os dois se perdoam e são felizes para sempre.



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