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Dona Flor E Seus Dois Marido
(Jorge Amado)

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Leitor apaixonado das obras de Jorge Amado e de suas obras tenho grande prazer em falar deste clássico da vasta obra deste autor, que tendo alcançado tamanho sucesso com seus romance teve esta obra prima consagrada no cinema e televisão, consagrando através da sétima arte sua incrível sensibilidade para descrever a cultura baiana, seu sincretismo religioso, o amor que perdura mesmo depois da morte e da forma mais inusitada possível toma caminhos nada convencionais para se realizar ou melhor dizendo continuar a realizar-se, pois o caso citado refere-se ao primeiro marido de dona flôr, que havia morrido nesta trama tão rica e cheia de momentos cômicos.
Mas um dos pontos centrais deste romance gira em torno do conflito moral interior pelo qual passa a protagonista do romance, dona Flor. Ela tenta resistir a todo custo as investidas do seu antigo amor, já falecido, tentando manter-se fiel a seu atual marido, com características peculiares de um bom "pai de família". Com certeza, na década de 70, quando o filme foi exibido pela primeira vez num Brasil que tentava encontrar suas veias morais, aquele romance insolito dispatou uma reflexão profunda sobre fidelidade conjugal diante dos sentimentos mais nobres que movem as pessoas, o amor. Será que alguém que ama pode ser julgada pelas escolhas que faz em detrimento de outro ou mais, pode ser julgada por adulterar um relacionamento formal? Nobre por excelência o amor é religiosamente representação ativa de Deus, como pode então induzir a um erro moral?
Certamente que na busca pela forma ideal de relacionar-se, o homem busca unir aquilo que senti com a pessoa/coisa com qual se relaciona para estabelecer um modus vivent estável, saudável e prazeroso e nesta busca, não raro, confundi o que há de mais valioso no homem, sua capacidade de amar de modo irrestrito e pleno, com sentimentos e compromissos taxados pela sociedade como corretos e moralmente aceitáveis. Submetendo-se a isto nos sujeitamos a uniões que tomam como base a estabilidade financeira ou busca de uma felicidade que não se realiza sem a compreensão de que o amor é sempre o mesmo, mas os compromissos se alternam para expressar este amor de modo coerente e saudável. Assim, podemos amar um grande amigo tanto quando um marido e o ex-marido tanto quanto um filho, mas para cada um deste submetemos nosso amor a um compromisso philos(amor de amigo), fraternal, filial, maternal, etc. Compreendendo desta forma não há conflitos, não há repressão de sentimento e aquilo que sentimos poderá ser expresso em sua forma plena dentro dos compromissos aceitáveis para cada situação, afinal sexo não é pré-requisito para relacionar-se com as pessoas que amamos. A solução que dona flor encontrou pode não ser a mais ortodoxa, mas diante da situação, pretexto para tantas reflexões, teve um desfecho satisfatório para a vida da personagem, será que serviria para sua vida?



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