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O Futuro Do Trabalho
(Domenico Demasi)

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Nesta obra são apresentadas sete partes cruciais para explicação de suas investigações. Dentro de suas críticas, é abordada a estrutura atual do processo do trabalho, onde mesmo com as máquinas e todo arsenal tecnológico disponível, ainda hoje, se produz com nas fábricas do século XIX. Espaços onde o tempo é contado e as pessoas são introduzidas à infelicidade por conta da burocracia, do aspecto local de trabalho, da excessiva competitividade e do medo.

A introdução de suas idéias questiona o trabalho como hoje é vivido, e é a partir destas idéias que ele inicia seu questionamento sobre como o mercado de trabalho esta obsoleto. O que hoje considera-se correto, o autor coloca como arcaico e retardado: horas a mais horas de trabalho a fio, sem descanso, esquecendo-se da vida humana e do convívio com as pessoas que estão à nossa volta.

Dando início primeira parte de sua explanação ele fala das dificuldades do trabalho, como o trabalhador passa horas e mais horas em seu escritório, preso, como se fosse um animal, sempre correndo atrás de todas as oportunidades para ?não ser engolido? .A concorrência corrói o trabalhador que faz com que ele se esqueça de ser um ser humano e viva preso dentro de uma organização em que o mais certo é a burocracia a qual estamos presos.

Hoje, o trabalhador está tão preso em seu trabalho, e utiliza-se tão pouco de sua criatividade, que quase faz suas atividade diárias como se fossem automáticas, sem realmente utilizar-se da sua capacidade intelectual e criativa.

A segunda parte do livro inicia uma jornada histórica pelo mundo do trabalho, numa sociedade pré-industrial, onde a Revolução Industrial ainda não tinha arrancado o homem do campo e a maioria dos que trabalhavam o faziam em suas próprias atividades. As bases da sociedade pré-industrial desde as sociedade gregos romanas, até meados da idade Média eram delimitadas por trabalhos escravos, ou seja, aqueles que trabalhavam o faziam por obrigação, sem receber nada em troca. E aqueles, possuidores dos escravos, dedicavam seu tempo livre as atividades criativas e literárias.

Logo após isso, iniciaram-se os processos de invenções, como a do moinho d?água, entre outros. Estes foram os primeiros processos para o inicio da Revolução industrial. Mas o trabalho ainda era algo que dignificava e exultava o homem, sendo portando herege aquele que não trabalhava.

Quando a organização artezanal começou a expandir-se algumas características marcaram a sociedade da época, como o local de trabalho era a própria moradia, o chefe de família também era chefe do negócio, mercado estava restrito, e assim por diante.

Na terceira parte, o trabalho e a vida na sociedade industrial já eram questões bem importantes, foi a Revolução Industrial que levou o trabalhador a um salto bem importante na sua vida. Nesta parte são avaliados o trabalhos ao longo do tempo.

Muitos deixaram de viver nos campos e passaram a ocupar ou ambicionar um lugar na cidade. Iniciou-se assim o processo que levou a classe proletária a se reconhecer como portadora de interesses comuns, unindo-se a nível mundial, organizando-se em classes antagonistas e cumprindo sua revolução proletária, fundando uma nova sociedade finalmente sem classes e sem Estado. Neste momento no livro são abordados conceitos como servidão e escravidão, que por muito tempo foram os motores dos processos produtivos.

Na quarta parte vem com a descrição do Trabalho e Vida na Sociedade Industrial, aonde mostra a ruptura com os processos anteriores e os ganhos causados pelo processo industrial

Neste mesmo processo, De Masi analisa a globalização como um fenômeno, que existe desde os grandes descobrimentos e as grandes navegações, ele coloca algumas forma de globalização como sendo as imprescindíveis: A globalização como descoberta(a exploração do planeta), a globalização como troca ( a descoberta do mercado) a globalização como colonização (fundação de impérios, colonização militar, entre outras)globalização como regulamento(criação de organismos internacionais) globalização atual , que é justamente a que conhecemos hoje.


Na quinta parte do livro, agora ele explica como viver esta difícil mudança de encarar uma nova sociedade a pós industrial. Agora ele aborda realmente o que é ser ocioso e como tornar-se alguém que aproveite mais seu tempo livre e deixe seus tormentos de lado. Ele busca desencantar o conceito de trabalho, e valorizar assim o ócio.


Enfatizando o trabalho de modo solidário, trabalhar em qualquer parte, trabalhar menos e ficar mais ocioso são partes da sexta parte do livro.

Na setima ultima parte é pregada e coragem de recomeçar, a partir de novos paradigmas, trazidos pela evolução tecnológica e por condicionantes sociais como a miséria e exclusão de pessoas e dos processos produtivos.


Esta é uma questão muito difundida e abordada hoje na sociedade presente. O que será de nós amanha? Pergunta-se com freqüência. O trabalho pode deixar de ser uma tortura e passar a fazer parte da vida e dos anseios de cada pessoa.



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