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Menina Nina, Muitas Razões Para Se Emocionar
(Ziraldo)

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ZIRALDO. Menina Nina ? duas razões para não chorar. 8ª edição.
São Paulo: Melhoramentos, 2002, 37 p.

Com Menina Nina, Ziraldo vem mais uma vez, através de um diálogo íntimo com o leitor, narrar acontecimentos que inevitavelmente acabam se interpondo na vida de todos nós, como a perda de um ente querido. Escrito para funcionar como uma conversa que um adulto às vezes tem que levar com uma criança sobre um assunto tão delicado como a morte; este livro mexe com emoções profundas de leitores de todas as idades ao expor um tema tão difícil, com tanta delicadeza.
A narrativa se inicia no dia em que Nina nasceu e com a alegria de sua avó com sua chegada. A partir daí, em linguagem simples, mas bastante poética, Ziraldo envolve o leitor na história, utilizando acontecimentos diários, aparentemente banais, mas que atestam a participação da vó de Nina em sua vida, e a admiração da neta por ela: ?Eu já sei o que vou ser quando crescer. Vou ser você, Vó Vivi.?(p.22) A narrativa vai sendo conduzida de forma leve e alegre, até que surge a dor... Através da morte da vó de Nina e dos questionamentos da neta na tentativa de entender o acontecimento, ocorre, então, uma nítida mudança de ritmo tornando o texto denso. Depois do momento de tensão pelo sofrimento de Nina perante a morte da avó, o autor vem justificar o subtítulo do livro, apresentando a Nina e ao leitor duas razões que explicam o não-chorar. Ziraldo conclui a história com maestria, sendo ?democrático? na forma de encarar a morte, não se atendo a uma interpretação religiosa específica, mas sempre trazendo uma esperança para os que ficam.
As ilustrações desempenham um papel fundamental no enriquecimento do texto, fazendo uma interlocução com os leitores. Apresentam-se no início grandes e coloridas para demonstrar a alegria da vida, depois transformam-se na escuridão da noite preparando o leitor para o momento de tristeza que se aproxima. Ao atingir o clímax da história, as ilustrações se ausentam para que as emoções possam ceder lugar ao livre curso da imaginação. No final do livro, a ilustração finalmente retorna para enriquecer o texto, e através das opções propostas pelo narrador à Menina Nina, novamente surge a esperança nos corações dos leitores.
Além das ilustrações, devo destacar o projeto gráfico de modo geral. O livro foi editado em formato especial, maior que o padrão, letras grandes, papel e impressão de excelente qualidade, o que proporciona ao leitor um contato visual e tátil que o incentiva a se envolver com a história. O tema que se impõe como atemporal, o texto leve e poético, as ilustrações sintonizadas com o ritmo do texto, tudo isso já é uma boa razão para escolhermos a obra Menina Nina como um livro que desperte o leitor para a beleza da narrativa poética de Ziraldo, cuja produção, sem dúvida, é um marco na literatura infanto-juvenil brasileira.



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