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O Último Corsário
(Conde Von Luckner)

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AVISO IMPORTANTE: A leitura deste livro encerra graves riscos para o leitor de seguir a Marinha. Aconselha.se, portanto a sua leitura a maiores de 20 anos, sob risco (como foi o meu caso) de dar por si dentro de um navio de guerra, a sofrer e a usufruir de tudo a que a isso está inerente.

Passemos, então ao resumo de O Último Corsário.
Primeiro que tudo é preciso dizer que se trata de uma Biografia, sendo os factos pretensamente reais; digo pretensamente, porque existindo comprovativos das passagens mais marcantes, contudo, não se poderá afirmar, com garantia, se alguns factos não terão algum cunho exageradamente pessoal.
Em segundo lugar, tratando-se da história de um alemão aristocrata desenvolvida antes e, essencialmente durante a 1ª Guerra Mundial, toca-nos imenso o carácter da personagem, a qual num clima de guerra extremamente violenta, sempre primou pelo humanismo, chegando ao ponto de não ter registado nenhuma baixa no inimigo, embora tenha feito uma guerra de corso com o afundamento de muitos navios mercantes e enorme prejuízo para os Aliados.
Devo ainda relatar o meu contacto, não com o próprio autor, mas com um dos seus maiores amigos. Estava eu como imediato do veleiro Creoula a participar na Tall Ships Race, quando entrámos em Hamburgo; a organização pôs-nos à disposição um elemento de ligação que tinha a bonita idade de 82 anos, mas de uma frescura mental brilhante. Cheguei à conclusão que era muito próximo de Von Luckner e ambos pertenciam a um grupo que se reunia mensalmente e tinham em comum terem atravessado diversas vezes o tenebroso Cabo Horn (que liga o Atlântico com o Pacífico). Contou-me, então, este velho marinheiro que, na sua primeira reunião dos caphorniés o autor do nosso livro lhe perguntou quantas vezes tinha passado o Cabo Horn, ao qual lhe respondeu que tinham sido 10 vezes. Foi com estupefação que lhe foi solenemente dito que, nesse caso, poderia participar nas reuniões pondo os pés em cima da mesa!!!

Este livro relata a fuga de casa de um jovem, pertencente à aristocracia alemã, que, não se sentindo vocacionado para os estudos e sentindo uma enorme vontade de embarcar, abandona o luxo do casa paterna e assume a vocação naval, não sem antes passar uma vida miserável.
Embarcando como faxina, a desempenhar os cargos menores da vida de bordo, consegue ascender nas funções de bordo e, anos mais tarde, obter o Comando de um veleiro alemão, durante a 1ª Guerra Mundial, e furar o bloqueio que as forças aliadas faziam à Alemanha.

Considero que o seu mérito passou por, mantendo-se longe das ambições militares e políticas da Alemanha, ter-nos transmitido a sua capacidade de empenhamento na guerra com uma ética e respeito pelos valores humanos, que mais tarde foi reconhecido pelos inimigos da altura.

Embora termine o seu livro com uma grande nostalgia pelos destinos da Alemanha (após a derrota do seu país) e fazer um apelo para o povo alemão fazer renascer a sua Marinha, não faz transparecer o mínimo indício de adesão ao catastrófico projecto que arrastaria o país para a 2ª Guerra Mundial e, mais do que isso, para o terrível holocausto que envergonhou toda a humanidade.



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