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Bíblia: Verdade E Ficção
(Robert Lane Fox)

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Robert Lane Fox é professor da Faculdade de História da Universidade de Oxford, e Ateu convicto! Já no prefácio ele coloca que exatamente por ser ateu ele é muito mais habilitado a fazer uma leitura histórica do cânone cristão, posto que uma crença religiosa ? seja na fé judaica, islâmica ou cristã ? não permitiria uma visão desprovida de pré-conceitos e altamente tendenciosa.
O que ele pretende é justamente fazer uma garimpagem dos discursos presentes no livro sagrado, analisando-os à luz da História com os discursos pertinentes a cada período, assim podendo efetuar uma triagem entre fatos e mentiras (ou metáforas), bem como identificar inclusões posteriores had hoc aos textos.
O livro surgiu, como Fox confessa, em uma conversa de bar. Na mesa, encontravam-se alguns amigos de docência de Fox, além do próprio Robert. O interessante nessa ?roda de boteco? é que, segundo o autor, cada um, poder-se-ia dizer, representava uma religião: um judeu, um muçulmano, um católico, um anglicano e ele, ateu. Entraram, então, na discussão sobre a historiografia religiosa realizada: será que o ideal seria que ela fosse realizada por algum membro que estivesse inserido no próprio universo religioso estudado ou por outros, que professassem uma crença diferente.
Robert Lane Fox, coloca, então, que tanto um quanto outro, por mais que tentassem manter uma postura mínima de imparcialidade na análise estariam, fatalmente, fadados ao fracasso, realizando um trabalho tendencioso e que apenas uma pessoa desprovida de interesses religiosos poderia realmente efetuar uma leitura histórica do objeto de estudo.
É a partir daí que ele se propõe a realizar o estudo sobre a Bíblia que culmina nesse livro que, em minha visão pessoal, é o melhor livro de teor histórico sobre o livro sagrado do cristianismo. Fox estuda, sobretudo no Antigo Testamento, as alterações a posteriori sofridas pela necessidade de se criar um livro profético cujo grau de premonição pudesse ser comprovado; assim como as que se fundamentavam numa necessidade político-social vivida nos diversos mundos históricos, seja pelo povo hebreu, judeu ou cristão.



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