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Nietzsche, A Genealogia E A História In: Microfisica Do Poder
(Foucault, Michel)

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Foucault, nesse texto recolhido de Microfisica do Poder, trabalha com o conceito de genealogia nietzschieano, e se apropria dele para fundamentar sua propria analise genealogica.Como ponto de partida, Foucault nos coloca que a finalidade da genealogia é trabalhar com aquilo que nao é historico e encontrar-lhe as lacunas, as descontinuidades, se opondo assim a metafisica enquanto pesquisa da origem.
Mas que origem é essa? Foucault traça assim, filologicamente, o sentido da palavra em Nietzsche, que passa por diversas apropriacoes, sendo por fim adotado o nome de Ursprung (origem). Foucault entao começa a desenvolver seu pensamento postulando tres significados da origem ( sob o prisma historico e nao metafisico: 1- A origem das coisas nao está na pureza, na essencia exata, mas sim na discordia, no disparate entre as coisa.2-Nao há solenidade na origem, como nos faz crer a metafisica, toda origem é baixa.3- Rejeicao da verdade como fim ultimo, uma vez que se trata somente de um erro que nao pode ser refutado.
Começa entao Foucault a definir os objetos de estudo proprio da genealogia, começando pela Herkunft (proveniencia), que se trataria de uma rede de significancias, formadoras de um tronco, rede essa que seria uma dissociacao do Eu, a pesquisa de proveniencia vem a revelar tambem que na origem nao está a pureza, mas sim o acidente, a descontinuidade. Foucault associa tambem a herkunft ao corpo, na forma de marcas e hábitos que nos foram deixados pelos ancestrais, articulando assim o corpo com a historia, que inscreveria no corpo a marca dos acontecimentos.
Foucault agora analisa a Entestehung (emergência), sem toma-la por ponto final, mas sim um não-lugar onde as forças se colocam em combate, revelando seu jogo de dominação,dominação essa que se expõe através de regras, impostas pelos dominadores aos dominados.Foucault coloca que as regras em si não dizem nada, mas permitem fazer violência, então será dominador aquele que subverter a regra e fazer violência a violência e, portanto, perverter o próprio sistema de regras, ascendendo assim a condição de dominador.
Agora, Foucault diferencia duas interpretações de devir para a humanidade, do ponto de vista metafísico seria colocar em foco uma significação oculta na origem das coisas, já numa interpretação genealógica, o devir da humanidade é uma serie de interpretações, de regras que foram subvertidas e usadas ao contrario, criando assim uma historia que analisaria a emergência de interpretações distintas.
Relacionando a historia tradicional e a genealogia, Foucault evidencia as criticas de Nietzsche ao sentido supra-historico, que se apóia sobre absolutos, e considera o sentido histórico como ideal para a genealogia trabalhar aquele que não se apóia sobre nenhum absoluto, mas sim trabalha em perspectiva, dissociando o que antes se achava puro e reintroduzindo o absoluto no devir, acreditando assim na incostancia do ser humano.Retoma assim o conceito de Historia Efetiva, que passara a opor ao conceito de Historia Tradicional, demonstrando que a Historia Efetiva trabalha com a singularidade do acontecimento, colocando-o sob o domínio do acaso e fruto de uma inversão de uma dominação de forcas. Enquanto o historiador tradicional trabalha de baixo para cima, tentando alcançar o cume sempre inacessível da origem, o historiador efetivo trabalha de cima para baixo, apreendendo tudo e deixando operar as singularidades características do objeto, sempre trabalhando com uma temática próxima (o corpo, as energias,etc.) associando assim de forma marcante a genealogia a medicina.Continuando, Michel Foucault aponta uma mesma origem para as duas historias, porem colocando a proveniência (Herkunft) do historiador tradicional muito próximo da demagogia ateniense e sua emergência no séc.XIX, século de fraqueza de forças por excelência, para o surgimento dessa história tradicional.
E assim como Platão tentou fazercom a filosofia de Sócrates, Foucault propõe que se tente tomar a forca a historia tradicional , despedaça-la para que se transforme em historia genealógica.
Por fim, Foucault conclui apontando as bases do que seriam as suas categorias de analises, fundamentando-as nas analises de Foucault, assim, a veneração aos antigos monumentos transforma-se na historia como parodia (Carnaval); o respeito as antigas continuidades transforma-se na dissociação sistematica do Eu (como resgate da individualidade); e por fim a critica as injustiças do passado transforma-se em sacrifício do sujeito de conhecimento



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