Drácula
(Bram Stoker)
Drácula O medo de vampiros é anterior a publicação da obra de Bram Stoker, em 1897. Entretanto, a propagação do mito e do medo, o esforço na busca de seu enlace quiçá histórico na figura do Conde, a inspiração para milhares de outras fabulações sobre vampirismo, deve-se, e muito, a esta obra. O achado do autor foi ter misturado elementos, conhecidos da cultura popular, sobre o vampirismo, com a figura do ex-cruzado, chamado Vladimir, homem poderoso e tão temido por conterrâneos e inimigos, do oriente, que tornou-se uma lenda. A solução narrativa do autor foi brilhante, contar a história a partir dos diários e memorandos de seus protagonistas. As confissões e desesperos dos envolvidos na trama vão dando forma ao perigo, que só muito depois torna-se evidente. As descrições inicias da paisagem fantástica dos confins da Pensilvânia, seus desfiladeiros, penhasos e picos, rochas numa formação "naturalmente" gótica, envolvem o leitor numa mesca de admiraçao, suspense e terror. A atmosfera gótica é o pilar de todo o romance. A maior parte da história se passa em Londres, berço da civilização industrial, e para onde o Conde se dirige. A realidade da cidade, na qual a supremacia da razão e da ciência, está muito distante das suspeitas do Professor Van Helsing, que lida com o sobrenatural. Quando o conhecimento científico encontra seu limite para lidar com os fatos, resta o conhecimento popular. É desse conhecimento que Van Helsing tira os procedimentos necessários para acabar com o perverso vampiro e suas noivas, que habitam o castelo. As dicotomias entre as figuras do bem e do mal, a eterna guerra entre esses dois lados é figurada nos personagens humanos e nos vampiros, respectivamente. O único contato entre os universos opostos é a sensualidade e o erotismo. O vampiro de Stoker seduz, etem de ser convidado a entrar em qualquer recinto. Devido ao incontrolável desejo que o monstro desperta na presa, ela sempre o convida. Uma das grandes diferenças entre o dracula do romance e o dos filmes e quadrinhos atuais, por exemplo, é a paciência, muito propícia a quem tem vida eterna. Ele não faz dezenas de vítimas numa fome insaciável e as mata, simplesmente. Dracula envolve sua vítima através do uso de seus poderes, como a capacidade de metamorfosear-se em lobos, passarinhos, e principalmente, morcegos. É inesquecível a cena em que ele se alimenta de Lucy, mas tudo que podemos ver é que um passarinho está ?a sua janela.
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