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Chifre Em Cabeça De Cavalo
(Luiz Raul Machado, Graça Lima)

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Procurar chifre em cabeça de cavalo, achar pêlo em ovo, sarna para se coçar são ditos populares que têm cada um seu próprio significado. O título do livro  conduz o leitor a descobrir o que isso quer dizer.


 
 
Luiz Raul Machado começa seu livro ?Chifre em Cabeça de Cavalo? (Nova Fronteira) lembrando seu tio Pequenino, que mesmo sem ser baixinho, era assim nomeado.
 
Médico  de crianças viajava horas No lombo de um cavalo para chegar até elas nos lugares mais distantes onde viviam.
 
No trote do cavalo, ia lembrando histórias e imaginando casos que depois gostava de contar pros sobrinhos, entremeando acontecidos de verdade com os acontecidos da imaginação, que de tão bem inventados pareciam coisa certa.
 
Pois foi assim, numa dessas rodas de história, que o tio Pequenino falou deles pela primeira vez.
Menino ainda, o autor guardou de cabeça aquela história e eles passaram a fazer parte da sua vida. Ele não tinha muito tempo pra ficar pensando neles, tinha que fazer dever da escola, jogar bola com os amigos, conhecer outras gentes e outros bichos, passear...  e assim, ficou um bom tempo com eles no esquecimento da mente. Pensar neles, só de vez em quando.
 
Durante esse tempo tinha certeza de que nunca fora esquecido por eles. Cá e lá eles apareciam: num desenho animado, nas ilustrações de um livro, no meio de um conto, nos lugares mais inesperados. Quase ninguém falava neles.
 
Um belo dia o menino encontrou uma menina que estudava na mesma escola que ele e ficaram amigos. A professora tinha passado um dever de matemática. Aí combinaram de fazer juntos.
De repente os dois estavam  em outro mundo onde os números tinham desaparecido e só restavam bichos, muitos bichos: cobras e lagartos, jacarés e leões, gatos e cachorros. E a menina contou um segredo: ?não tinha medo de baratas?. Só de galinha. Galinha viva,  nem morta!  Gostava mesmo era na panela ao molho pardo.
 
O menino começou  a rir e descobriu que ela também os conhecia e gostava deles.
 
O  andamento do relógio não pára e o menino cresceu, virou gente adulta e se lembrou deles de novo.
 
E agora, volta e meia,  ele se encontra com eles no escritório em cima da mesa de trabalho, nas prateleiras de livros, em algumas gravuras a bico de pena, desenhos a nanquim ou carvão... Um deles é tão metido a literato que gosta de ler a lombada de Dom Quixote. E claro que ele é verde.
 
Ah! vocês não sabem quem são eles?
 
Pois é... só existe um jeito de saber.  Procurando ?Chifre em cabeça de cavalo? nas melhores livrarias.
 
 
 
 



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