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A Arte Da Felicidade
(O Dalai Lama e Howard C. Cutler)

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Quando se identifica o estado mental como o fator primordial para alcançar a felicidade, naturalmente não se está negando que nossas necessidades físicas fundamentais de alimentação, vestuário e moradia não sejam satisfeitas. Entretanto, uma vez atendidas essas necessidades básicas, a mensagem é clara: não precisamos de mais dinheiro, não precisamos de mais sucesso ou fama, não precisamos do corpo perfeito, nem mesmo do parceiro perfeito ? agora mesmo, neste momento exato, dispomos da mente, que é todo o equipamento básico de que precisamos para alcançar a plena felicidade.
O Dalai Lama menciona, ao se referir à ?mente? ou à ?consciência?, a existência de muitas variedades diferentes. Da mesma forma que acontece com condições ou objetos externos, alguns aspectos são muito úteis, outros muito prejudiciais e outros são neutros. E quando lidamos com assuntos externos, geralmente tentamos primeiro identificar quais dessas diferentes substâncias ou produtos químicos são benéficos para que possamos nos dedicar a cultiva-los, propaga-los e usa-los. Das substâncias que são danosas, nós nos livramos. De modo similar, quando sobre a mente, há milhares de pensamentos diferentes ou de ?mentes? diferentes. Entre eles, alguns são muito úteis. Esses é que deveríamos nutrir. Alguns são negativos, muito prejudiciais e esses deveríamos tentar reduzir.
Portanto, segundo o Dalai Lama, o primeiro passo na busca da felicidade é o aprendizado. Antes de mais nada, temos de aprender como as emoções e comportamentos negativos nos são prejudiciais e como as emoções positivas são benéficas. Precisamos nos conscientizar de como essas emoções negativas não são prejudiciais e danosas somente para nós mesmos, mas perniciosas para a sociedade e para o futuro do mundo inteiro também. Esse tipo de conscientização aumenta nossa determinação para encara-las e supera-las. Em seguida, vem a percepção dos aspectos benéficos das emoções e comportamentos positivos. Uma vez que nos demos canta disso, tornamo-nos determinados a valorizar, desenvolver e aumentar essas emoções positivas, por mais difícil que isso possa ser. Existe uma espécie de disposição espontânea que vem de dentro. Portanto, através desse processo de aprendizado, de análise de quais pensamento e emoções são benéficos e quais são nocivos, aos poucos desenvolvemos uma firme determinação de mudar, com a sensação de que agora, o segredo da minha própria felicidade, do meu próprio futuro, está em minhas mãos, não posso perder essa oportunidade.
No budismo, a princípio da causalidade é aceito como uma lei natural. Ao lidar com a realidade, é preciso levar essa lei em consideração. Por exemplo, no caso de experiências do dia-a-dia, se houver certos tipos de acontecimentos que a pessoa não deseje, o melhor método de garantir que tais acontecimentos não ocorram consiste em se certificar de que não mais se dêem as condições causais que normalmente propiciam aquele acontecimento. De modo análogo, caso se deseje que ocorra um acontecimento ou experiência específica, a atitude lógica a tomar consiste em procurar a acumular as causas e condições que dêem ensejo a ele.
O mesmo vale para experiências e estados mentais. Quem deseja a felicidade deveria procurar as causas que a propiciam e se não desejamos o sofrimento, o que deveríamos fazer é nos certificarmos de que as causas e condições que lhe dariam ensejo não mais se manifestem. De acordo com o Dalai Lama, é muito importante uma apreciação desse princípio causal, e, uma vez reconhecida a importância do fator mental para o alcance da felicidade, nossa próxima tarefa será, portanto, examinar a variedade de estados mentais que vivenciamos. Precisamos identificar com clareza diferentes estados mentais e fazer distinção entre eles, classificando-os segundo sua capacidade de levar à felicidade ou não.



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