Exodus
(The Bible)
O segundo livro do Pentateuco toma o nome de êxodo da saida dos hebreus do Egito, onde, depois dos bons tempos de José, passaram a sofrer a mais dura escravidão. Esse acontecimento porém, nada mais foi do que o prelúdio de fatos muito mais importantes na vida dos filhos de Israeel, os quais, de um conblomerado de familis que eram, recuperando a liberdade, conquistaram verdadeira unidade de nação independente e receberam uma legislação especial, uma forma de vida moral e religiosa, pelas quais se distinguiram de todos os outros povos da terra.Com toda facilidade compreender-se-á a importancia deste livro, sobretudo em se pensando que, se a história civil das nações, mormente as antigas, acha-se intimamente vinculada à religião e essa à moral, isto jamais foi tão verídico como a respeito dos hebreus. As leis contidas no Êxodo formam a essência da vida civil e religiosa do povo eleito.É bem verdade que, de todas essas leis e especialmente as do chamado código da aliança (21-23), foram encontrada analogias notáveis no código de Ham8rabi (rei babilonico, que viveu alguns séculos anteriormente a Moisés), que foi descoberto, traduzido e publicado pelo dominicano Pe. Scheil, em 1902. De tais analogias não se infere, porém, em absoluto, como pretendem alguns a dependência do código mosaico do babilônico. Elas têm sua explicação adequada nos fatores comuns ás duas sociedades, israelita e babilônica, tão poóximas no tempo, no lugar e também na origam, pois os patriarcas do povo hebreu procediam do vale do Tigre.Realmente, na legislação decretada no Sinai nem tudo foi criado desde a raiz; muitos usos e costumes já introduzidos na prática social foram confirmados pela aprovação divina. De resto, também nas famosas leis romanas das doze tábuas descobrem-se semelhanças com o código moisaco, sem que ocorra a alguém o pensamento de querer estabelecer um parentesco entre as primeiras e o segundo. Prodências semelhantes surgem espontaneamente de necessidades sociais do gênero. No decálogo, porém, e na doutrina religiosa que lhe forma a base inconcusa (20,2-17), reside a verdadeira prerrogativa do povo de Israel; nada de semelhante se encontra em nenhum outro povo. Citam-se, é certo, da literatura egípcia, certas desculpas espirituais como: "Não cometi injustiça, não roubei, não matei" etc., ou da babilônia, os esconjuros, onde se pergunta se o exorcizado ultajou alguma dividade se desprezou pai e mãe, se mentiu ou praticou obscenidades etc. Mas não há proporção entre os protestos em particular para evitar o castigo (finalidade daquelas fórmulas rituais) e a autoridde soberana que impõe a lei a todo o povo. Entre os poóprios egípcios e babilônicos, nada há de correspondente, na legislação àquelas fórmulas cerimoniais. O decálogo de Moissés não tem rivais no mundo.
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