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A Corrosão Do Caráter (i)
(Richard Sennet)

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Nesta breve série de três resumos procurarei apontar os principais tópicos do livro A Corrosão do Caráter, cuja autoria pertence a Richard Sennett, eminente sociólogo norte-americano, que faz nesta obra uma análise filosófica e sociológica da globalização na contemporâneidade. No presente resumo apresentoos tópicos relativos àprimeira parte de tal obra.
1
- O novo capitalismo é marcado pelo mercado global. Outra característica é o uso maciço de novas tecnologias que tornam a vida mais dinâmica obrigando as pessoas a Se preparar para freqüentes mudanças, incluindo trocas de emprego. A nova forma do capitalismo também se caracteriza pela quebra de tabus antigos - podemos citar o maior número de mulheres que passam a trabalhar, algumas até mesmo com a responsabilidade de sustento do lar. Porém, o capitalismo atual trouxe efeitos indesejados, como o medo de perder o controle de própria vida, pois o mercado cada vez mais é motivado pelo consumidor, e, para não ficar para trás as empresas, os autônomos, se tornam em maior grau subservientes aos horários das pessoas (clientes). O medo da perda de controle refere-se ao controle de tempo. Como outras conseqüências do novo capitalismo podemos citar a vida emocional que passa a estar em 2º plano, o afastamento dos amigos e declínio das carreiras tradicionais.O mundo se tornou mais dinâmico e as mudanças de emprego, ou mesmo de carreira durante a vida se tornam cada vez mais comuns. O mercado se torna mutável como antes nunca visto, passando cada vez mais a se pensar no curto prazo, refletindo isto na carreira, no emprego... As empresas se caracterizam pela "força dos laços fracos", o emprego passa a ser de curto prazo, há uma falta de perspectiva de compromisso duradouro com a empresa gerando assim uma certa falta de lealdade institucional. Os empregados tendem a ficar "negociáveis" assim que descobrem que não podem contar com a empresa.Enfim, o mundo anterior ao "novo capitalismo" era mais burocrático, previsível. O atual tem a marca da flexibilidade e do dinamismo, mas também do curto prazo.2 - Para Diderot, a rotina no trabalho não era degradante, ao contrário, era igual a qualquer outra forma de aprendizado. Diderot ia além afirmando que a rotina estava em constante evolução, pois repetindo a operação se descobre como acelerar ou modelar a atividade, desenvolver novas práticas, etc.Já Smith via a rotina de forma negativa, algo degradante, fonte de ignorância mental por não fazer ou falta de conhecimento de como fazer a mudança. A rotina, portanto se tornava autodestrutiva porque os trabalhadores perdiam o controle sobre seus próprios esforços.No capitalismo atual a rotina passa a dar lugar cada vez mais ao dinamismo, porém dentro desse dinamismo existe a rotina: A rotina da falta de segurança no emprego, do futuro incerto, da costumeira reavaliação da carreira, e essa "rotina dinâmica" é tão ou mais destrutiva quanto à rotina sob o ponto de vista de Smith.3 - A criação de instituições mais flexíveis é uma forma da sociedade amenizar o lado negativo da rotina. Existem três elementos das modernas formas de flexibilidade: Reinvenção descontínua das instituições, a Especialização flexível de produção e a concentração de poder sem centralização.A especialização flexível da produção nada mais é que um sistema de inovação permanente. A finalidade é por cada vez mais rápido no mercado produtos mais variados. Seria uma forma de adaptação à mudança permanente e não uma forma de controlar essa mudança. Os requisitos necessários que a organização deve ter para implementar essa técnica são as rápidas tomadas de decisão, alta tecnologia, rapidez nas comunicações e fundamentalmente ter disposição de deixar que as demandas de mercado externo determinem a estrutura da empresa, que obviamente poderá ser mutante ao sabor do mercado.A concentração de poder sem centralização é uma técnica moderna de dar liberdade, mas ao mesmo tempo manter o controle é muito utilizada para grupos de trabalhos, empresas com filiais ou agências, etc. Na maioria dos casos é imposta uma meta a ser atingida e é dada liberdade para o grupo atingir essa meta da forma que achar mais conveniente. Geralmente essas metas estão além do que normalmente seria alcançável e o controle se dá através de planilhas ou mapas de acompanhamento. Essa é uma forma de dar mais controle às pessoas sobre as suas atividades e ao mesmo tempo é uma técnica empregada para desmontar os colossos burocráticos. Porém o controle é dado aos administradores da empresa através de sistemas de informação oferecendo total controle sobre os atos "independentes" do grupo. Na verdade é uma nova forma de poder aparentemente libertador, mas na realidade desigual, pois aumenta os poderes da alta administração. 4 - O trabalho se torna ilegível no capitalismo flexível porque há perda da identidade do trabalhador, não do trabalhador, a pessoa em si, mas da classe trabalhadora de modo geral. Não há emoção na forma de "fazer", o trabalho passa a ser frio, existe alienação e indiferença no que se refere ao produto do trabalho, o trabalhador não tem mais o domínio do processo, não sabe mais o ofício original o que acarreta em identificação fraca com o trabalho. Outro aspecto observado quando o trabalho se torna ilegível é a falta de solidariedade dentro do grupo, o trabalho passa a ser individualizado, há menor troca de emoções entre os trabalhadores.



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